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domingo, 20 de março de 2011

Vicentinos: o ideal da caridade praticado diariamente

Cartas ao Papai Noel são adotadas, muitas vezes, pelos Vicentinos
 
Fotos: Vanessa Irizaga


 

Congregação em Araranguá realiza ações que beneficiam famílias de baixo poder aquisitivo, levando mantimentos e oportunidades para população.


Por Vanessa Irizaga


A Ordem dos Vicentinos no município é formada por cerca de dez pessoas que realizam ações como doação de roupas e alimentos, sopão e distribuição de brinquedos em prol da comunidade carente.

Segundo o membro da irmandade Vaner Luiz Batista, conhecido como seu Vaninho, o objetivo da ordem, presente na cidade desde 1980, é fazer caridade 24 horas por dia.

“O trabalho não visa a religião e não importa qual a fé que a pessoa segue. Ninguém ganha em cima da caridade e não visa interesses próprios: o dinheiro recebido para doações vai direto para os pobres”, ressalta.

Trabalho realizado por meio de doações
Seu Vaninho conta que não tem vergonha de pedir no comércio mantimentos para doar a pessoas. Na Pároquia da Sagrada Família, um grupo de senhoras prepara quatro caldeirões de sopa, mas precisam de alimentos como galinha e verduras.

A Ordem já arrecadou dinheiro e comprou mais de 200 edredons para a população carente. Na Igreja Apostolado da Oração, os fieis doam um quilo de alimento não-perecível na 1º sexta-feira de cada mês.

Quando sobram mantimentos, os objetos são levados a locais como o albergue. E na falta de doações ou verba, Vaner compra com o próprio dinheiro alimentos ou vestuário. “Meu objetivo é não deixar a caridade morrer”, explica.

Para receber a cesta básica, a pessoa precisa comprovar que possui baixa renda e recebe uma visita ao domicílio. Quando aparece uma oportunidade de emprego para aquele cidadão, Batista avisa. Cerca de cinco famílias fixas são ajudadas por mês. Matéria publicada no Portal Satc.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O livro que desafiou os religiosos do Vaticano

Foto: Vanessa Irizaga

Obras de Dan Brown recontam a história de Jesus Cristo e o Santo Graal da Idade Média e dividem a opinião de críticos quanto ao conteúdo da série do escritor.

 

Por Vanessa Irizaga

As aventuras do personagem Robert Langdon, vivido no cinema por Tom Hanks, fez milhares de fãs e opositores, como a Igreja Católica, por exemplo. Os livros do norte- americano Dan Brown tratam de assuntos como a vida de Jesus Cristo; a ordem cristã de cavaleiros da Idade Medieval, os Templários; a seita secreta Priorado de Sião e os mistérios da Opus Dei, organização religiosa conservadora ligada ao Vaticano.

O livro O Código da Vinci vendeu mais de 25 milhões de cópias no mundo todo e 1,6 milhão apenas no Brasil. A obra é a segunda história que Langdon participa, e é a primeira a ganhar a versão cinematográfica. Anjos e Demônios é o segundo filme a ser lançado nos cinemas.

“Normalmente quando sai um filme e nós temos o livro a procura pela obra é maior. No caso de Anjos e Demônios, tinha bastante gente procurando o livro para emprestar”, conta o bibliotecário Luís Lucas, funcionário de uma universidade da região sul.

Concepção Criacionista versus Liberdade de Expressão
A série recebeu duras críticas dos religiosos da Igreja Católica porque reconta de forma diferente o relacionamento de Jesus com alguns apóstolos e traz informações conflitantes em relação à crença cristã.
O padre Ademar Paulo de Faveri não leu os livros, mas ouviu as críticas referentes às obras.

“Respeito o livre pensamento, mas todo o pensador tem que ter a consciência de que o pensamento pode ser acolhido ou não. A obra pode influenciar sim, mas quando eu tenho uma posição a respeito de um fato, eu preciso de dados concretos. Não é a teoria de alguém que vai mudar aquilo que experimentei na vida”, ressalta Faveri.

Já a estudante Fernanda Vilaça, acadêmica de Arquitetura, é católica não-praticante e gostou muito do filme de Ó Código. “O que me chamou a atenção é que o filme te faz pensar nas possibilidades da origem do homem e, principalmente, refletir além do que é passado pelos católicos”, destaca a universitária.

Para Fernanda, os católicos e crentes não devem ter se abalado com os fundamentos de Dan Brown. “As pessoas católicas podem pensar que é apenas um filme e que a verdade é o que está na Bíblia, mas quem já tem essa dúvida sobre a religião ou crença que quer seguir”, conclui a jovem.

É importante destacar que a obra é classificada como uma ficção em listas de leitura de revistas e jornais.