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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Casa da Fraternidade e Pizzaria Help promovem Café Beneficente!


Jovens aprendem capoeira e se apresentam na cidade
Foto: Nessa Irizaga

 A Instituição Espírita Casa da Fraternidade e a Pizzaria Help preparam  mais um Café Cultural, evento que ocorrerá nesse sábado, dia 9 de julho, nas dependências da pizzaria, no bairro Mato Alto. A realização trará  o coral das crianças da Casa, feira de livros espíritas e mostra de artesanato, além de outras apresentações.

Parte da renda arrecadada será revertida para os trabalhos da entidade, que promove a inclusão sócio-cultural de jovens e crianças de Araranguá, a partir de oficinas como capoeira, musicalização, dança e informática. Não conhece a entidade? Confira a bela história da instituição aqui!

domingo, 29 de maio de 2011

Ídolos: Uma paixão avassaladora de multidões do mundo todo


Bianca coleciona imagens de Luan e não se cansa de admirá-las.
O desenho de Michael que Canver na porta do guarda-roupa
 

Fotos: Vanessa Irizaga
  

 

Pessoas de todas as idades possuem ou já tiveram personalidades de quem gostavam ou se diziam tietes. No entanto, como explicar a razão do amor por artistas ou celebridades?


Por Vanessa Irizaga

Todo cantor, ator, escritor ou demais nomes notórios têm fãs, pessoas que não se cansam em demonstrar o carinho, admiração e devoção aos ídolos.

A motivação que faz alguém gostar tanto de um artista pode estar ligada ao talento, identificação e até considerar a pessoa como modelo de comportamento.

Luan Santana: o “meteoro” da música sertaneja
Bianca da Cunha da Silva é fã há um ano do cantor Luan Santana e se tornou tiete quando viu, pela primeira vez, o rapaz no programa Domingão do Faustão. “O que me chamou a atenção foi a beleza, o jeito de cantar e o carisma, e acho que é isso que atrai as mulheres”, explica.

A menina tem 284 imagens de Santana no computador, e a área de trabalho do micro também tem uma foto dele. “Pretendo em ir a vários shows e, se possível, entrar no camarim. Quando vejo o Luan na tevê, começo a gritar ‘lindo’!”, conta.

Para a garota, o jovem é uma pessoa boa, que têm fé e é um “bom partido”. “Ele é romântico e eu gosto de rapaz assim”. E Bianca é ciumenta em relação ao ídolo.
“Espero que ele não esteja namorando nenhuma. Se estiver, paciência, mas enquanto não arruma, eu estou aqui”, brinca.

Michael: o eterno rei do pop
Felipe Canever Fernandes não vai mais poder conhecer o ídolo. O garoto é fã há quase cinco anos de Michael Jackson e começou a se interessar devido a um jogo que continha músicas do norte-americano.
“Ele era um grande artista e revolucionou todo um gênero, mas não só na música. E com Thriller, Michael mostrou um novo jeito de fazer clipes, que é contar uma história”, ressalta.

Canever conta que foi ouvindo as composições que começou a gostar de música. E considera o cantor um exemplo de pessoa, porque tinha a vontade de mudar o mundo, ajudar as pessoas e fundou até uma instituição para arrecadar fundos para crianças pobres.

Quanto a acusações de abusos, o rapaz acha que o cantor era até ingênuo, e não acredita que garotos tenham sido molestados. Segundo Felipe, Michael não via problema em dividir a cama com meninos ou meninas, mas apenas para estar perto de jovens e relembrar a infância.

O episódio da “sacada”, onde Jackson pega o filho e mostra para um multidão do alto do prédio, o garoto diz que foi uma forma de saciar a vontade dos fãs, mas admite que não faria isso.

O jovem diz que ouve as músicas do astro, tais como “Cry”, “Money” e “Dirty Diana”- uma das favoritas-, 24 horas por dia. No dia em que foi noticiado que o rei do pop tinha morrido, Canever não acreditou no primeiro momento, e hoje lamenta a morte.

“Foi uma perda muito grande para a cultura. E fã que é fã fica chateado, porque pensa que nunca mais vai vê-lo. Com o tempo, a imagem do cantor vai se dissipando, mas a música continua viva, assim como a influência sobre outros artistas, as raízes que criou”, destaca.

Adoração de um ídolo é saudável, mas não pode virar fanatismo
A psicóloga Patrícia Nunes Serafim afirma que gostar de uma pessoa como um artista, por exemplo, é natural e faz parte do processo da formação da personalidade.

“É saudável, mas a partir do momento que a pessoa vive voltado apenas para aquele tipo de coisa passa a ser uma doença e pode ultrapassar os limites, como as torcidas organizadas, por exemplo, que prejudicam outras pessoas e até matam”, alerta Patrícia.

Segundo a profissional, tem pessoas que copiam os trejeitos e modo de vestir dos ídolos, passando a querer viver outra vida. “Tem gente que assume a identidade do idolatrado para preencher uma lacuna na própria vida. O adolescente na busca por identificação absorve coisas que não são dele e toma como se fosse”, esclarece.

E a psicóloga lembra: “você pode gostar dos ídolos, mas sem fanatismo”, destaca.
Reportagem publicada no Portal Satc.

Automutilação: como identificar possíveis sintomas da doença

Imagem meramente ilustrativa. Foto: Vanessa Irizaga.

 

A doença é mais comum no sexo feminino e tem causas ligadas à depressão e ao ambiente familiar. A pessoa que pratica a ação precisa de acompanhamento de um profissional.


Por Vanessa Irizaga


A automutilação é um mal que atinge mais mulheres adultas e meninas entre os 12 e 18 anos. A doença é uma forma de minimizar uma dor ou diminuir a ansiedade sentida por pessoas que machucam o próprio corpo em busca de, muitas vezes, atenção. A cantora Demi Lovato cancelou os shows de sua turnê e internou-se em uma clínica para tratar da doença. A moça praticava a automutilação desde a pré-adolescência, e desgastes emocionais só agravaram o problema.

Família e a origem do problema
Segundo a psicóloga Moramei E. de Moraes, as causas que levam alguém à auto-agressão são um ambiente familiar frágil. A indiferença da família em relação ao portador da doença é a pior maneira de encarar os fatos.

“A família prefere não enxergar a resolver a situação. Há casos em que a mãe toma remédio anti-depressivo, o pai se enterra no trabalho e o filho faz auto-mutilação para chamar a atenção de que tem algo que não está bem naquela família”, explica.

Atenção aos sinais
Os sintomas visíveis que o problema pode estar ocorrendo são: o uso de roupas em desconexão com o tempo, como por exemplo, andar de blusa de manga comprida em um dia quente; e o uso de munhequeiras para esconder cortes.

A psicóloga orienta que os pais devem olhar o quarto do filho e observar se no local há objetos como estiletes e giletes. As partes do corpo comumente agredidas são o pulso e a sola do pé.
“Algumas coisas eu percebo que são sintomas de auto-agressão. Tatuagem e piercing são coisas normais, mas vi uma menina que tinha furado as bochechas com brincos. Você já vê que não é algo para a estética”, comenta.

Apoio é essencial para sucesso do tratamento
De acordo com Moramei, a pessoa precisa fazer a terapia com um psicólogo uma vez por semana e as sessões duram de 50 minutos a uma hora. Se verificado que há questões orgânicas envolvidas, como falta de apetite, é recomendável a visita ao psiquiatra.

“É importante a participação da família para o término do tratamento. Os familiares devem voltar o olhar para a pessoa: dar afeto e promover o diálogo. Há meninas que têm mais espaço para falar com a vizinha do que com a mãe!”, ressalta. Reportagem originalmente publicada no Portal Satc.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Grafite: expressão artística das ruas


Foto: http://bdfgrafit.blogspot.com/




Fotos: Vanessa Irizaga

 
Foto: http://blogdac30villalobos.blogspot.com/

Foto: http://www.clickfozdoiguacu.com.br/


Grupos que realizam a arte são pacíficos e pintam com a autorização do poder público. A pintura ganhou força na década de 70, mas atualmente os artistas convivem com o preconceito por causa das pessoas que picham locais nas cidades.


Por Vanessa irizaga

A arte do grafite pode ser observada em cidades como Porto Alegre, no paredão próximo à Praça do Gasômetro, e em Criciúma, no bar Espaço Magenta. A pintura é uma forma atual de expressão dos centros urbanos, realizada por fãs de hip hop e skatistas.

A arte das ruas é confundida com vandalismo
O grafite tomou força na década de 70, na cidade de Nova York, Estados Unidos, onde começou a ser difundida. No entanto, há registros de técnica semelhante no Império Romano.

Atualmente, o grafite sofre preconceito por parte da comunidade devido a pichações realizadas principalmente por jovens. Segundo a educadora da área de artes, Juliana Natal, o grafite tem diferenças importantes em relação às pichações.

“A arte quer passar uma mensagem e não agredir a população. Os grupos são pacíficos, o que não acontece na pichação, onde há uma disputa em relação a quem vai pichar o prédio mais alto, não estão preocupados com o desenho, com a cor e com a busca pelo belo”, explica.

A docente ressalta ainda que as pinturas têm foco na arte, enquanto a pichação é poluição visual. “A população confunde e tem preconceito. O caminho é conseguir que a técnica apareça na mídia”, frisa.

Técnica não tem espaço de destaque na cidade
Os artistas só pintam com a autorização do poder público. Para Juliana, a prática ainda está engatinhando em Criciúma e aponta São Paulo como o grande centro desta arte urbana.

A professora realizou um projeto com alunos da Satc que consistia na pintura de bancos, inspirada no grafite. “Não fizemos os bancos com spray, mas fizemos uma leitura do que seria o grafite, expressando as necessidades do educando”, conta.

Reportagem publicada originalmente no Portal Satc.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Retrato da comunidade pelo olhar da juventude

Foto: Vanessa Irizaga

Adolescentes da Instituição Casa da Fraternidade farão filme para contar a história do bairro Lagoão, em Araranguá. A iniciativa é uma das ações do Ponto de Cultura que funciona no local.


Por Vanessa Irizaga


Os jovens a partir de 12 anos vão realizar um documentário sobre a localidade, com enfoque na história e no aspecto rural em 2012. A atividade é um projeto do Ponto de Cultura da Casa da Fraternidade. Um professor irá ministrar e orientar o projeto.

Os alunos vão ter aulas de edição, roteiro, entre outras noções para a realização da película. “Os jovens vão se preparar com oficinas de interpretação, roteiro, para no próximo ano, fazer o documentário”, conta a diretora da Casa, Cátia Hann.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Nova Febre da Literatura: Anjos


 Fase vampiresca está passando e dando lugar a histórias de mistério e romance envolvendo seres angelicais rebeldes. Livros de ficção como Sussurro estão entre os mais vendidos. 


Por Vanessa Irizaga

O ano passado só se falava em vampiros: as livrarias estavam abarrotadas por exemplares da saga Crepúsculo e Diários do Vampiro e havia até a série televisa True Blood, inspirada em obra literária sobre os sugadores de sangue.

A febre atual, no entanto, são livros sobre seres iluminados, protetores, mas também rebeldes: os anjos. Obras com a série Hush Hush, da autora Becca Fitzpatrick vem conquistando o público e tornando-se bastante procurada nas lojas. O primeiro volume, Sussurro, custa R$ 29,00.

Segundo a vendedora da seção de livros da loja Fátima de Araranguá, Renata Cunha, os livros sobre anjos são os mais vendidos e o público geralmente é feminino.

“Vendo mais para mulheres, mas tem muita gente que procura romance sobrenatural; as mais novinhas gostam bastante também”, destaca. Renata já leu algumas obras, como Beijada por um Anjo, vendida por R$ 29,00.

“Seria o Ghost para adolescentes. A trama se passa em um colégio e a protagonista tem 17 anos. A garota gosta de anjos, mas quando o namorado dela morre, o rapaz teme que a moça não acredite mais nestes seres, dificultando o contato, porque o jovem virou um anjo”, conta.

Fallen, da escritora Lauren Kate, custa R$ 39,00 e os quatro livros da saga serão transformados em filmes pelos estúdios Disney. Já a série Hallo, pelo mesmo valor, acabou se esgotando das prateleiras da livraria.

Livros do Momento
Hush Hush
O primeiro volume da série é Sussurro e conta a história de um anjo caído que precisa salvar alguém para tornar-se um anjo da guarda. O rapaz é um típico bad boy e acaba se envolvendo com uma estudante. A trama mistura o mistério sobre a personalidade do jovem, além de perseguições e uma guerra entre anjos.

Beijada por um Anjo
O romance conta a trama que envolve um casal que sofre um acidente de carro. O rapaz morre e vira um anjo e tem a missão de proteger a namorada, porque corre risco de morte.

Fallen
A jovem Luce é acusada de matar um garoto em um misterioso acidente e é mandada a um reformatório para jovens com problemas psiquiátricos ou envolvidos em crimes. No local, a adolescente faz algumas amizades e conhece um rapaz chamado Daniel que trata a menina com desprezo. Uma história rodeada por mistérios e romance, que é contada em mais três livros, Torment, Passione e Rapture.

Hallo
Três anjos são enviados à Terra para funções diferentes: um vira um estudante, o outro professor e o último torna-se um colaborador da comunidade. Todos têm a missão de proteger o planeta, mas um anjo se apaixona por um mortal, o que compromete a missão que precisa realizar.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Formatura: um momento especial e único na vida de um jovem



Fotos: Vanessa Irizaga
 

Estudantes fazem projeções para o futuro das vidas e pais contam emocionados sobre como é a sensação de verem os filhos se formarem.

 

 Por Vanessa Irizaga


O primeiro dia de aula do filho nenhum pai ou mãe esquece. Um boa conversa com a criança para convencer o pequeno que a escola é um lugar bom e divertido, e que na hora da saída, os pais vão estar lá para levarem os filhos de volta para casa.

Na adolescência, os puxões de orelha para que o jovem se esforce mais, largue o videogame e a internet e vá estudar estão presentes na memória dos pais. Os momentos que marcam cada vitória e episódio difícil, mas não insuperável da vida do filho só acrescentam este repertório de histórias.

Pais orgulhosos
O dia da formatura de um estudante é uma grande acontecimento tanto para os jovens quanto para os familiares. A costureira Márcia Nunes só tem elogios para o filho Mateus, que se formou no terceiro ano do ensino médio e tem 18 anos.

“Sinto muito orgulho. Sempre incentivei a estudar e meu filho foi um bom aluno. O Mateus trabalhava na lavoura de dia e estudava à noite. Hoje está se formando e me dando oportunidade de estar sentindo orgulho como mãe”, elucida.

Os pais Eguineia e Roberto Alessio estavam felizes com a formatura da filha Monik. “É maravilhoso; a gente observa que os filhos crescem e vemos o esforço deles. É sensação de tarefa cumprida”, declara a mãe.

A professora de educação física Janaína Geremias já participou de três formaturas. “É gratificante ver os estudantes se formando. A gente acaba estabelecendo um vínculo, dando conselho”, explica.

Planos futuros de estudantes
A estudante Monik Alessio não quer perder tempo e já tem planos para a carreira. “Quero cursar uma faculdade de moda e agora que completei o ensino médio tenho uma responsabilidade a mais. Eu fiz um curso de Técnico em Moda e penso em estagiar. Meus pais sempre me apóiam muito”, conta.

O estudante Renan Rabelo dará continuidade aos estudos. “Vou continuar estudando, quero fazer vestibular para Ciências biológicas e espero que dê certo”, revela.

 

 

 

domingo, 14 de novembro de 2010

Amor e persistência em uma grande história entre mãe e filha


Professora luta desde a infância da caçula, uma menina especial, para que a garota tenha uma vida normal e nunca parou de procurar auxílio de profissionais especializados, mas principalmente, de dar muito amor à jovem.


Por Vanessa Irizaga

Os pais sempre querem o melhor para os filhos e estão dispostos a lutar com unhas e dentes para ajudá-los a superar os obstáculos ao longo do caminho. Muitas vezes, o amor incondicional de uma mãe pode ser maior do que qualquer limitação do corpo ou da mente.

A história da professora Elba Campos de Lima Rovaris é marcada por momentos emocionantes que se tornaram mais intensos com a chegada da carinhosa e alegre Paula, a filha de 17 anos de idade, o verdadeiro xodó da mãe, do pai e irmão.

A adolescente frequenta a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e recebe a educação especial que o centro oferece.  A jornada de Paula e da mãe começou quando a menina tinha apenas um ano e ainda não tinha dado os primeiros passos.

O pediatra da garota disse para Elba que a criança tinha preguiça, e por isso, não andava. A mãe começou a se preocupar porque a menina não tinha movimento nenhum e com um ano e quatro meses veio a primeira convulsão.

Busca incessante pelo bem de Paula
Nenhum médico da cidade sabia qual era o problema da criança. A jovem fez uma ressonância magnética em Joinville, mas nada foi constatado. Apenas em um hospital de Porto Alegre, a professora encontrou respostas. Uma má formação do feto durante a gestação pode ter causado a deficiência na menina. A medicação foi trocada de modo que as convulsões não acontecessem mais.

Mais tarde, Elba teve que colocar a garota em uma escola especial para garantir um bom desenvolvimento da filha. “Muitos professores não estão preparados para ensinar alunos como a Paula, e havia colegas que não queriam se enturmar com ela”, conta a docente.

Elba conta que foi a experiência com a Apae que a fez trabalhar na instituição. “Eu não sabia o que era uma Apae e quando vi as crianças excepcionais eu chorei. Eu comecei a ensinar para os alunos da instituição e amei”, destaca.

“Uma Eterna Criança”
Paula e a mãe são muito amigas e a convivência na Associação só intensifica o laço de amizade. A garota ajuda a fazer - atividade que a estudante adora – a lista de supermercado da família. A menina conhece todas as letras do alfabeto, gosta muito de escrever e já sabe redigir o próprio nome.

No dia das crianças, mesmo já sendo bem grandinha, a mãe quis presentear a filha. Paula queria uma bola para jogar com os meninos e meninas da turma. “Ela é uma moça, mas também é uma eterna criança”, elucida.

Elba nunca desistiu da caçula mesmo perante as dificuldades e afirma que tem orgulho da garota. “Já sofri muito pela rejeição das pessoas, pelo preconceito e nunca por ela ser excepcional”, ressalta.

sábado, 30 de outubro de 2010

Série alia passado e futuro em trama vivida por herói adolescente


Livro Percy Jackson e os Olimpianos mistura adolescência e mitologia nas histórias dos quatro livros, atraindo não só crianças, mas adultos fascinados com os mitos.

 

Por Vanessa Irizaga 

 

E se você acordasse de manhã para trabalhar ou ir à escola e descobrisse que ganhou superpoderes? Qual seria a primeira que coisa que você faria?

"Eu salvaria as pessoas que estivessem me perigo", afirma a estudante de curso técnico Ana Paula Menegon. A colega, Gabriele Bis Meller, é empenhada na questão ecológica. "Salvaria o planeta, o meio ambiente", explica.

Já o aluno Rafael Schulter seria um herói altruísta, faria o bem à humanidade. "Acabaria com a desigualdade social", conta. Pelo menos na ficção os desejos dos jovens podem acontecer, como ocorre na série Percy Jackson e os Olimpianos.

A trama conta as aventuras vividas pelo adolescente do título, que além dos problemas pessoais, envolve-se em um universo mágico, onde lendas da Grécia Antiga ganham vida diante dos olhos do leitor e, com o lançamento do primeiro filme da saga, perante a visão do telespectador.

Mitologia e amadurecimento em uma só história
A obra do escritor narra a vida de Percy, um garoto problemático e que já foi expulso das escolas várias vezes. Um dia descobre ser filho de Poseidon, o deus grego dos mares, e recebe a missão de executar tarefas dignas de "um trabalho de Hércules". Com a ajuda dos dois melhores amigos, sai em sua jornada para recuperar o raio-mestre de outra divindade, Zeus, instrumento em poder de um mal-feitor.

A história cativa crianças pela fantasia que apresenta e pela identificação com o personagem central, um menino de 12 anos, que estuda, tem problemas com a mãe, não tem convívio com o pai biológico, tem amigos, além da figura do herói.

Os adultos têm interesse no livro devido à retomada de histórias da Antiguidade grega, época durante a qual foram sendo desenvolvidas a literatura, o teatro, as demais artes e a tradição de se contar histórias de geração para geração, tramas sobre monstros como a medusa, a mulher dos cabelos de serpentes, ou o Olimpo, lugar onde os deuses moravam e de onde decidiam o destino dos humanos.

A vendedora da seção de livros da Fátima Esportes de Araranguá, Bianca da Silva, afirma que os cinco livros (o Ladrão de Raios, O Mar de Monstros, A Maldição do Titã, A Batalha do Labirinto e O Último Olimpiano) estão entre os mais vendidos da loja.

"Tanto criança quanto adulto compram os livros. Vende tão bem quanto Harry Potter vendia. A única diferença é que fala mais sobre mitologia grega. Quem já assistiu ao filme procura a sequencia do livro. Muita gente que leu o livro acabou vendo o filme", explica Bianca.

Versão cinematográfica
A versão cinematográfica do primeiro filme não agradou alguns fãs pela mudança do ritmo e de elementos na narrativa. Tal fato não é inesperado, porque em outras séries de livros famosos também ocorreu o problema.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Escola promove o desenvolvimento intelectual de alunos com deficiência




 Jovens surdos, com problemas na visão ou mentais recebem acompanhamento que contribui não só para a educação dos estudantes, mas para o crescimento individual.

 

Por Vanessa Irizaga


A inclusão de alunos portadores de deficiência nas instituições de ensino é umas das questões mais discutidas entre especialistas da educação. Há uma grande diferença entre o que é defendido por estudiosos e o que realmente acontece no dia-a-dia dos colégios.

A Escola Básica São Cristóvão consegue desenvolver um trabalho com crianças e jovens de inclusão social, contribuindo para que os alunos superem as limitações a cada nova aprendizagem.

A instituição realiza o ensino regular de 1ª a 8ª série e uma educação especial com crianças e jovens de 9 meses até 19 anos portadores de deficiências como surdez, cegueira, algumas síndromes, paralisia ou problemas mentais.

A escola é pólo em educação especial porque é a única que possui um sistema de Serviço de Atendimento Educacional Especializado (Saed) em Deficiência Mental (DM), Deficiência Visual (DV) e Deficiência Auditiva (DA) na própria instituição. Os estudantes permanecem nos colégios em que estudam durante a manhã ou à tarde e no turno inverso frequentam à escola.

Integração e estímulo como diferencial de aprendizagem
O estabelecimento de ensino promove a integração dos alunos com deficiência e o restante dos estudantes dentro da sala de aula. Em turmas de alunos entre 13 e 15 anos há duas professoras: uma docente para educar os alunos sem deficiência e uma intérprete para orientar os jovens com surdez.

A professora Maria Teresa Marchese Silva, que leciona para deficientes auditivos na escola, afirma que muitas famílias não sabem a linguagem de sinais e se comunicam por meio de gestos do cotidiano. “Nós damos cursos na escola para que a comunidade aprenda a linguagem. As pessoas dizem que a pessoa surda é irritada, mas é que muitos não entendem o deficiente”.

A docente destaca que noções simples como a troca do horário de verão é algo dificilmente entendido pelos alunos devido à falta de estímulo da família e da complexidade de compreensão de teoria. “Na aprendizagem, você tem que esmiuçar, tem que dar exemplos para ver se ele consegue compreender”, destaca.

Muitos estudantes têm dificuldade em realizar funções que, para uma criança sem nenhuma limitação, são consideradas simples. E a situação torna-se mais dificultosa quando o aluno não frequenta uma escola antes de receber a educação especial no bairro São Cristovão.

Alunos de municípios da região freqüentam a escola
Segundo a diretora da instituição, Deonilde Texeira, muitos estudantes vem de famílias desestruturadas de municípios vizinhos de Criciúma, tais como Forquilhinha, Cocal do Sul, Nova Veneza e Içara. “Não tem outro lugar para estudantes com estes tipos de problemas. Que escola vai pagar um professor para dar aulas para quatro alunos?”, questiona.

Cada turma tem uma faixa etária. Na 1a e 2a séries têm alunos com idades entre 6 e 9 anos. Na 3ª série há estudantes maiores de 12 e 13 anos. O estudante Paulo da Silva dos Santos estuda há dois anos na escola. O rapaz de 19 anos mora em Forquilhinha e é filho adotivo de um casal.

“Sou cego desde que nasci, mas não preciso de muita ajuda para andar”, destaca o jovem. O estudante cursou sete anos em um colégio normal, e ficou um ano sem estudar, o que atrasou a escolaridade dele.

Metodologia aplicada no ensino
Há um documento que contém informações sobre cada discente. Nesse mesmo laudo consta o tipo de deficiência que o jovem apresenta. O estudante é encaminhado para a instituição por um médico e depois passa por avaliações da Gerência Regional de Criciúma e da Fundação Catarinense de Educação Especial.
As atividades desenvolvidas dependem das recomendações descritas no laudo.

Na instituição, há jogos educativos confeccionados pelas professoras para estimular a mente das crianças. As salas são pintadas com cores neutras e possuem rampas de acessibilidade para os alunos cadeirantes.

No entanto, o estabelecimento de ensino não possui ajuda financeira, apenas contribuições de empresas como a Arco-íris, que cedeu tintas para a pintura de salas. Os custos da escola com brinquedos, material elétrico, telefone, entre outros gastos chegam a R$ 900,00 por mês.

A Escola Básica São Cristóvão tem 271 alunos e dentre os estudantes há 21 com algum tipo de síndrome (Turner e Down), 29 portadores de deficiência visual e 31 alunos com limitação auditiva. Muitos jovens têm problemas mentais associados aos problemas já citados.

domingo, 17 de outubro de 2010

Uma jovem estudante, uma grande vencedora


A universitária Maryele Marcolino Cardoso passou por vários momentos difíceis desde a infância, mas enfrentou as dificuldades com persistência e muita alegria de viver.
Por Vanessa Irizaga
Há muita gente que, mesmo passando por dificuldades, não perde a força de vontade e vive cada dia com a perseverança de melhorar ainda mais. Guerreiros de espírito, homens e mulheres que são verdadeiros exemplos de vida estão espalhados por todo o país e, muitas vezes, acabam levando alegria a outros do ambiente em que estudam ou trabalham.

A estudante Maryele Marcolino Cardoso é uma dessas pessoas que enfrenta os empecilhos da vida com muita força interior não deixando a alegria de lado. Mary, como é chamada pelos colegas e amigos, é uma jovem universitária de Jornalismo em busca da realização dos sonhos e da superação das próprias limitações.

A moça nasceu com um problema que dificultou a locomoção durante boa parte da infância e adolescência. A mãe de Mary havia sofrido uma queda durante a gravidez e a estudante acredita que o fato talvez tenha contribuído para o desenvolvimento da enfermidade.

Maryele tem pseudartrose na perna esquerda, doença que compromete a regeneração dos ossos nas articulações e fragiliza a estrutura. A garota ainda pequena teve que implantar a ilizarof, um aparelho de ferro na perna e passar por 11 cirurgias. “Minha mãe sempre esteve do meu lado, buscando os melhores tratamentos, que não eram fáceis, muito longos, mas sempre me dando força”, conta.

Muletas, gesso e recordações
A universitária lembra-se de momentos agradáveis de quando era pequena, mas se lembra também de um episódio em que se sentiu discriminada por um professor de educação física. O docente falou para os outros colegas afirmações sobre os portadores de necessidades especiais em geral que a deixaram magoada na época.

“Falta muita conscientização das pessoas, porque o deficiente, muitas vezes, é visto como o coitadinho e que não consegue trabalhar e nem ter uma família. As pessoas não sabem como tratar e como é a vida de um deficiente”, destaca Mary.

Como sempre esteve envolvida com questões médicas e por ser, como Mary mesma diz “muito moleca”, quando entrou finalmente na adolescência ainda brincava de boneca e nem ligava para garotos.   “O adolescente já tem aquela insegurança e ter um ‘motivo’ a mais de certa forma contribui mais ainda. Com o tempo, tu vais ganhando personalidade e essas coisas vão mudando”, afirma.

A estudante tem também Neurofibromatose, doença que provoca manchas na pele e tumores benignos ou malignos. Em fevereiro deste ano, Maryele descobriu que tinha um pequeno caroço na perna e procurou o médico, que tranqüilizou a garota.

Desafios
No entanto, quando a estudante viajou a São Paulo para continuar a avaliação médica, o outro profissional a fez desistir de uma cirurgia e remarcar o procedimento para realizar no outro estado. Mary fez a cirurgia e na biópsia foi constatado que Mary tinha um tumor maligno. E fez mais uma operação para retirar parte do câncer no dia 23 de setembro.

Agora a garota espera a resposta dos médicos, porque talvez tenha que fazer sessões de quimioterapia, mas Mary está otimista, porque há possibilidade de que só a cirurgia tenha removido o tumor maligno. Mesmo assim, a moça tem que procurar um oncologista para realizar um acompanhamento.

Atleta e blogueira
Maryele tem algumas paixões na vida. “O ano passado veio a oportunidade de fazer caratê e como eu era apaixonada por lutas, eu resolvi fazer. Me apaixonei pela filosofia e comecei a praticar. O caratê foi um grande desafio. Mas só trouxe benefícios e quero levar para toda a minha vida”, elucida. Mary também participa do grupo de handebol de cadeirantes da Satc.

A universitária quer conciliar a carreira de desportista com o trabalho de jornalismo.  “Quero um dia casar, ter filhos, mas daqui há uns dez anos. O que eu penso mais é na carreira”, ressalta.

A moça criou há um tempo o blog Palavra de Guria, onde escreve sobre experiências, livros e ainda poesias próprias. Mary pensa ainda mais longe: quer  publicar uma biografia, contando a trajetória de vida.
“Desde pequena eu gosto de escrever histórias que eu já tinha passado ou que haveria de passar, porque eu não tinha acabado o tratamento médico”. Força de vontade e determinação não vão faltar para que Maryele alcance todos os objetivos que deseja.