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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Formatura: um momento especial e único na vida de um jovem



Fotos: Vanessa Irizaga
 

Estudantes fazem projeções para o futuro das vidas e pais contam emocionados sobre como é a sensação de verem os filhos se formarem.

 

 Por Vanessa Irizaga


O primeiro dia de aula do filho nenhum pai ou mãe esquece. Um boa conversa com a criança para convencer o pequeno que a escola é um lugar bom e divertido, e que na hora da saída, os pais vão estar lá para levarem os filhos de volta para casa.

Na adolescência, os puxões de orelha para que o jovem se esforce mais, largue o videogame e a internet e vá estudar estão presentes na memória dos pais. Os momentos que marcam cada vitória e episódio difícil, mas não insuperável da vida do filho só acrescentam este repertório de histórias.

Pais orgulhosos
O dia da formatura de um estudante é uma grande acontecimento tanto para os jovens quanto para os familiares. A costureira Márcia Nunes só tem elogios para o filho Mateus, que se formou no terceiro ano do ensino médio e tem 18 anos.

“Sinto muito orgulho. Sempre incentivei a estudar e meu filho foi um bom aluno. O Mateus trabalhava na lavoura de dia e estudava à noite. Hoje está se formando e me dando oportunidade de estar sentindo orgulho como mãe”, elucida.

Os pais Eguineia e Roberto Alessio estavam felizes com a formatura da filha Monik. “É maravilhoso; a gente observa que os filhos crescem e vemos o esforço deles. É sensação de tarefa cumprida”, declara a mãe.

A professora de educação física Janaína Geremias já participou de três formaturas. “É gratificante ver os estudantes se formando. A gente acaba estabelecendo um vínculo, dando conselho”, explica.

Planos futuros de estudantes
A estudante Monik Alessio não quer perder tempo e já tem planos para a carreira. “Quero cursar uma faculdade de moda e agora que completei o ensino médio tenho uma responsabilidade a mais. Eu fiz um curso de Técnico em Moda e penso em estagiar. Meus pais sempre me apóiam muito”, conta.

O estudante Renan Rabelo dará continuidade aos estudos. “Vou continuar estudando, quero fazer vestibular para Ciências biológicas e espero que dê certo”, revela.

 

 

 

sábado, 4 de dezembro de 2010

Dia da Pessoa com Deficiência é lembrado no mundo todo


Fotos: Vanessa Irizaga

Luta dos cidadãos que possuem necessidades especiais por mais participação na sociedade ainda se faz presente, principalmente buscando a aplicação de leis específicas.

 

Por Vanessa irizaga

 

Segundo o presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiências, Carlos Antônio Mello, há preconceito principalmente quanto ao mercado de trabalho.


“Nós do Conselho cobramos para que as leis sejam cumpridas. Há uma lei que obriga as empresas a colocar pessoas com qualquer tipo de deficiência, cerca de 5% no quadro de funcionários. Muita gente não sabe das vagas também”, explica.

Quanto à educação, o presidente do Conselho comenta que os pais contam que os filhos já sofreram maus-tratos de colegas da classe em escolas não-especializadas em deficiências. Além disso, há a falta de estrutura física dos ambientes escolares e, por essas razões, os pais resolveram colocar os jovens em entidades como a Apae.

“Há mães que reclamaram que os filhos chegaram roxos em casa e ou foram xingados. A escola não está preparada, mas se deve cobrar do Estado, mas ele nunca vai assumir o dever que é dele. Seria importante uma integração das crianças com deficiência com as outras colegas, e os estudantes freqüentariam a Apae, por exemplo, para um reforço”, explica.

Um futuro jornalista
O acadêmico Gustavo Aléssio Duminelli sabe como é o cotidiano de alguém que possui uma necessidade especial. O rapaz de 28 anos enxerga apenas 20% da capacidade total da visão, mas hoje é totalmente independente dos pais, embora a mãe continue ‘coruja’ com o jovem.

A mãe do universitário foi atropelada durante a gestação e, mesmo com a queda, o médico que a acompanhava não solicitou exames. O rapaz nasceu com toxoplasmose, mas talvez a doença pudesse ter sido evitada se os exames fossem feitos.

Gustavo revela que hoje em dia não sofre preconceito, mas durante a infância recorda-se de um episódio onde se sentiu discriminado. “Minha professora colocava uma luz mais forte na sala para eu enxergar e algumas mães de colegas não concordavam. Eu não ligava”, conta.

Para o jovem, uma das dificuldades mais sentidas é a falta de recursos no transporte público. “Na hora de pegar um ônibus, eu não enxergo o letreiro de longe. Já perdi até condução por causa disso, porque os letreiros são pequenos”, destaca.

Duminelli está na quarta fase da faculdade de Jornalismo e diz que se interessou de fato pela profissão quando participou da cobertura de uma eleição. Na faculdade, o rapaz estuda com o auxílio de lupa e telescópio. As provas são impressas no tamanho de letra 18 e 20 para, permitindo ao jovem visualizar as palavras.

O acadêmico deseja trabalhar em uma rádio, a mídia que mais gosta. “Estou esperando uma oportunidade, ainda não estou preparado, mas estudando”, ressalta.

Deficiência e capacidade
Para o presidente do Conselho não são as pessoas que têm deficiência, mas o meio em si. “A pessoa com deficiência tem capacidade, mas o ambiente não está preparado para as necessidades que ela possui”.

O próximo passo do Conselho é analisar as referências sobre acessibilidade e igualdade da Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) e fazer um trabalho de conscientização para a sociedade no ano de 2011.

domingo, 14 de novembro de 2010

Amor e persistência em uma grande história entre mãe e filha


Professora luta desde a infância da caçula, uma menina especial, para que a garota tenha uma vida normal e nunca parou de procurar auxílio de profissionais especializados, mas principalmente, de dar muito amor à jovem.


Por Vanessa Irizaga

Os pais sempre querem o melhor para os filhos e estão dispostos a lutar com unhas e dentes para ajudá-los a superar os obstáculos ao longo do caminho. Muitas vezes, o amor incondicional de uma mãe pode ser maior do que qualquer limitação do corpo ou da mente.

A história da professora Elba Campos de Lima Rovaris é marcada por momentos emocionantes que se tornaram mais intensos com a chegada da carinhosa e alegre Paula, a filha de 17 anos de idade, o verdadeiro xodó da mãe, do pai e irmão.

A adolescente frequenta a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e recebe a educação especial que o centro oferece.  A jornada de Paula e da mãe começou quando a menina tinha apenas um ano e ainda não tinha dado os primeiros passos.

O pediatra da garota disse para Elba que a criança tinha preguiça, e por isso, não andava. A mãe começou a se preocupar porque a menina não tinha movimento nenhum e com um ano e quatro meses veio a primeira convulsão.

Busca incessante pelo bem de Paula
Nenhum médico da cidade sabia qual era o problema da criança. A jovem fez uma ressonância magnética em Joinville, mas nada foi constatado. Apenas em um hospital de Porto Alegre, a professora encontrou respostas. Uma má formação do feto durante a gestação pode ter causado a deficiência na menina. A medicação foi trocada de modo que as convulsões não acontecessem mais.

Mais tarde, Elba teve que colocar a garota em uma escola especial para garantir um bom desenvolvimento da filha. “Muitos professores não estão preparados para ensinar alunos como a Paula, e havia colegas que não queriam se enturmar com ela”, conta a docente.

Elba conta que foi a experiência com a Apae que a fez trabalhar na instituição. “Eu não sabia o que era uma Apae e quando vi as crianças excepcionais eu chorei. Eu comecei a ensinar para os alunos da instituição e amei”, destaca.

“Uma Eterna Criança”
Paula e a mãe são muito amigas e a convivência na Associação só intensifica o laço de amizade. A garota ajuda a fazer - atividade que a estudante adora – a lista de supermercado da família. A menina conhece todas as letras do alfabeto, gosta muito de escrever e já sabe redigir o próprio nome.

No dia das crianças, mesmo já sendo bem grandinha, a mãe quis presentear a filha. Paula queria uma bola para jogar com os meninos e meninas da turma. “Ela é uma moça, mas também é uma eterna criança”, elucida.

Elba nunca desistiu da caçula mesmo perante as dificuldades e afirma que tem orgulho da garota. “Já sofri muito pela rejeição das pessoas, pelo preconceito e nunca por ela ser excepcional”, ressalta.

sábado, 6 de novembro de 2010

Jovens da região participam do primeiro dia de prova do Enem

 

Fotos: Vanessa Irizaga




Estudantes sentiram dificuldade nos questionamentos em relação às matérias de Química e Física, mas estão otimistas em relação ao resultado final: a garantia de uma bolsa de estudos.


Por Vanessa Irizaga

Jovens que ainda estão cursando o Ensino Médio ou que já terminaram os estudos estão prestando Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde às 13horas desta tarde de sábado, dia 6 de novembro, em todo o Brasil. Em Araranguá, estudantes da região e até de outros estados estão fazendo a prova no Colégio Estadual Castro Alves e na Universidade do Sul Catarinense (Unisul).

Os portões foram fechados rigorosamente às 12h55, e havia um painel com papeis anexados que indicavam os nomes dos alunos e o número da sala em que fariam o Exame. Pais, amigos e colegas aguardavam do lado de fora o término do teste. Por volta das 15 horas é que os alunos que já acabaram a prova foram saindo das salas.

Teste de conhecimento e possível garantia de entrada na universidade
A prova de hoje trazia questionamentos a respeito de Ciências da Natureza e Tecnologias e Humanas. A estudante do Ensino Médio Aline Fernandes Borges participou pela primeira vez do Enem e sentiu dificuldade em Química.

Segundo Aline, a prova trouxe indagações sobre Geografia, Biologia, História (presidentes de épocas anteriores) e meios de comunicação. “Para amanhã, eu estou mais confiante, porque eu me saio melhor em Matemática”, explica. A jovem, natural do Arroio do Silva, quer fazer faculdade de Enfermagem, se obtiver uma média boa para se inscrever no Prouni (Programa Universidade para Todos).

A estudante Andreza Macarini vai deixar para concorrer por uma bolsa de estudos no ano que vem, fazendo o Enem hoje apenas para se autoavaliar. “Fiz para testar meu conhecimento. Achei legal; todo mundo falava que era difícil, mas achei tranqüilo”, ressalta. Andreza mora em Turvo e como estava de passagem por Araranguá, fez a prova no local.

Outro estreante na prova é o auxiliar de dentista Alessandro dos Santos, que sempre estudou em escola pública e mora no Paraná. O rapaz está na cidade porque os parentes têm uma casa em uma praia no Arroio e aproveitou e fez o exame. “Achei fácil, estudei antes das inscrições começarem; me preparei”, conta. O rapaz quer fazer Medicina, se tirar uma boa nota.

A estudante Alessandra Gregório está estudando desde março para o grande dia. “Achei difícil. Algumas questões em Física até foram estudas na escola, mas as palavras usadas, a forma era diferente. E a prova exigia muita interpretação”, ressalta.

A garota conta que vai se preparar um pouco mais para a redação, principal preocupação dos jovens ouvidos nesta reportagem. A prova deste sábado acaba às 17h30min.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Enem: estudantes farão prova neste fim de semana

 

Foto: G1

Alunos do município de Criciúma vão fazer o exame no sábado e domingo para tentar obter uma boa pontuação e ter chances de conseguir entrar na faculdade por meio de bolsa de estudos.


Por Vanessa Irizaga

Aproximadamente 2600 estudantes da rede pública e privada de ensino de Criciúma farão a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste fim de semana, dias 6 e 7 de novembro. Os criciumenses, assim como brasileiros, estão em busca de uma vaga em universidades de todo o Brasil.

No município, os locais da prova são o Cedup (Centro de Educação Profissional Abílio Paulo), a Escola de Educação Básica Joaquim Ramos, Escola de Ensino Médio Sebastião Toledo dos Santos, o Colegião, e no Colégio Estadual Heriberto Hülse.

O número de alunos em Criciúma que pretende fazer a prova aumentou, devido à divulgação das coordenações de escolas e da campanha do Ministério da Educação na mídia. Há 900 alunos de escolas públicas inscritos.

Para o supervisor do Ensino Superior da 21ª  Gerência Regional da Educação, Ciência e Tecnologia de Criciúma (Geect), Valdecir Mariana, o Enem é um dos instrumentos que vai nortear a educação no país. “Para o estudante que quer se inscrever na Bahia ou no Pará e, depois quer vir para o sul, o Enem possibilita isso devido à universalização do ensino”, destaca.

A grande questão da edição do Enem deste ano é que a prova vem reformulada, mas para o professor Valdecir o aluno que estudou não deve temer as mudanças. “O aluno que se preparou e vai fazer a prova vai conseguir a vaga na universidade”, explica.

O primeiro dia de prova, no sábado, vai testar os conhecimentos dos jovens em Ciências Humanas e Tecnologias e em Ciências da Natureza e Tecnologias. A avaliação inicia às 13 horas e termina às 17h30min.

No segundo dia, os estudantes vão responder questões ligadas à Linguagens, Códigos e Tecnologias e Matemática e Tecnologias, e elaborar a redação. No dia 7, a prova começa às 13 horas e vai até às 18h30min. Os portões vão ser abertos às 12 horas e devem ser fechados às 12h55min.

Prouni
Uma pontuação boa no Enem pode garantir uma bolsa integral ou parcial em universidades. O aluno que teve um desempenho considerável pode se inscrever no Prouni (Programa Universidade para Todos) quando sair o resultado do Exame Nacional e verificar as chances nos cursos que as universidades.

Segundo Mariana, os estudantes da região preferem cursos nas áreas de administração e engenharias.

 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Estágio proporciona experiência e profissionalismo para estudantes

O estágio é uma oportunidade para os estudantes agregarem conhecimentos sobre a carreira que pretende seguir, e um diferencial do empregado no mercado de trabalho. 

 

Por Vanessa Irizaga


Segundo dados do Centro de Integração Empresa Escola de Santa Catarina (Ciee), 63% de 992 estagiários que participaram de uma enquete acreditam ser a experiência o fator mais relevante em um trabalho.

Aline Garcia trabalha na Associação Empresarial do Vale do Araranguá (Aciva) há dois anos como efetiva, mas começou como estagiária. A jovem estava cursando Administração e trabalhando no primeiro estágio. A coordenadora de Aline foi quem a estimulou a mandar o currículo para a empresa. Mesmo com o emprego garantido, a profissional tem planos empreendedores para o futuro.

"Meu marido, eu e um sócio estamos querendo abrir uma construtora. Vamos tentar desenvolver essas atividades fora do horário de nossos trabalhos", destaca.

Empresas buscam trabalhadores para áreas administrativas
A Lei 11.788/08 determina que as empresas precisam ter uma cota de estagiários no número total do quadro de funcionários. As empresas que desejam receber estagiários do sistema do Ciee precisam se cadastrar, mas nem todas tem interesse.

Os estudantes que pensam em se cadastrar no Ciee devem ter frequência escolar regular, estarem matriculados e frequentando escolas de Ensino Médio, Técnico ou Superior. A idade mínima para participar é 16 anos.

Segundo a coordenadora do Ciee de Araranguá, Tatiane Lourenço de Souza dos Santos, as empresas procuram com mais freqüência profissionais para os setores de administração e contabilidade, e pessoas que ainda estejam cursando o ensino médio.


"O aluno que ainda está no colégio tem uma área de atuação mais ampla, enquanto os que possuem curso técnico ou superior têm que trabalhar numa área mais específica", explica.

No entanto, há casos em que o estagiário descobre no trabalho que não quer seguir a carreira na qual se especializou. Também ocorre o inverso, quando os estudantes estão indecisos, acabam fazendo um estágio, gostando e optam por começar uma faculdade ou curso técnico.

"O objetivo do estágio é mostrar para a empresa que o aluno tem capacidade para ser efetivado", declara a coordenadora.


domingo, 17 de outubro de 2010

Para início de Conversa...

Olá, bem, é a primeira vez que escrevo em um blog, então perdoe a falta de jeito em minhas primeiras postagens, mas farei o possível para não tornar os textos chatos ou pouco atrativos. Como você pode ter observado em Quem sou eu, sim, caro leitor, eu sou estudante de um curso que, nos últimos tempos, está sendo muito comentado: Comunicação Social/Jornalismo.

Acho que todo mundo- tá bem, não vou generalizar- que estuda ou trabalha na área tenta fazer um pouco de "Jornalismo Verdade". Mas os jornalistas se deparam muitas vezes com tanta dificuldade que deixam de ouvir as duas partes conflitantes de uma mesma história, lutando contra o tempo para concluir a matéria ( na internet) ou porque não há espaço (isso no caso do jornal ou no rádio).

Na verdade, não cresci sabendo já o que queria fazer, assim como muitas pessoas. Durante muito tempo quis ser atriz, mas de teatro. Aí minha sede por leitura me aproximou ainda mais do gosto por escrever, uma de minhas paixões. Foi aí que me passou pela cabeça Jornalismo e pensei muito no assunto, só que havia dois grandes empecilhos: eu morava na capital  de um Estado (tchê! adivinha qual?!) onde as vagas eram disputadíssimas e  eu nunca tive condições de pagar uma faculdade. E outra coisa: eu sempre fui muuuito atrapalhada com a tecnologia e digitava muito mal.

Mas consegui a vaga pelo Prouni e comecei a estudar o que tanto almejava aqui em Santa. Isso só me fez crescer como pessoa e passar por experiências construtivas - muitas difíceis sim, mas necessárias. Estou em uma fase muito boa e de crescentes descobertas na vida profissional.

Este blog foi feito para ressaltar um ponto relevante e em expansão da cidade em que moro: a educação. Com a vinda da Ufsc,  IFET, e um possível projeto de um bairro universitário aqui em Araranguá o município tende a crescer ainda mais nesse sentido.

A cidade tem aquela brisa de mar, comparada a muitas localidades da região é um muncípio "calmo", é um bom lugar para criar os filhos (não tenho descendentes ainda, só para esclarecer), ainda com os problemas que apresenta.

Enfim, aqui você confere notícias variadas sobreo municípiop e região, com mais enfoque, porém, na questão da educação por aqui. Um boa semana, leitor.