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domingo, 29 de maio de 2011

Mensagens em madeira é o ganha-pão de artesão



Fotos: Vanessa Irizaga

Artista natural do Oeste de Santa Catarina passeia por cidades em busca de encomendas.


Por Vanessa Irizaga


O calçadão de Araranguá atrai sempre vendedores de regiões do nordeste do país e de localidades do Estado. O artesão Valmor Schwarz vende placas de madeira com mensagens inscritas. O ambulante faz o trabalho sob encomenda.

“Quem geralmente compra é quem passa, gosta e acaba levando. Sai bastante para casal de namorados que faz a plaquinha para guardar de lembrança”, explica.

Schwartz é natural de São Miguel do Oeste, mas há dois anos não retorna ao município. O ambulante trabalha há oito anos com o ofício e aprendeu sozinho a confeccionar o artesanato feito em madeira de farel, material usado em móveis.

Cada plaquinha custa entre R$10 e R$30,00 dependendo do tamanho. O artista também faz placas para fazendas. No município, porém, não vendeu muito.

“Vendo mais em Florianópolis e Camboriú”, conta. Mesmo no inverno, ainda há ambulantes pela cidade tentando ganhar a vida. Reportagem publicada originalmente no Portal Satc.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vendedores da Paraíba tentam ganhar a vida no verão de Araranguá


Fotos: Vanessa Irizaga

 

Profissionais de regiões do Brasil rumam para o município em busca de sobrevivência.. Muitos viajam para o sul do país para evitar a alta concorrência nos estados onde moram.


Por Vanessa Irizaga

A temporada de verão atrai muitas pessoas para as praias da região sul, e vendedores ambulantes partem para os locais com o objetivo de ganhar dinheiro com a venda de mercadorias artesanais ou acessórios.

O vendedor paraibano Carlos Alexander Martiniano da Silva está trabalhando na área há dez anos e resolveu viajar para Araranguá devido à concorrência com as fábricas do estado onde morava. No entanto, ele reclama das vendas deste ano.

“Na cidade onde morava o pessoal compra mais por atacado, então temos que vender para fora. O movimento está parado por causa da chuva. O povo também anda sem dinheiro. Há dias em que eu não vendo nada”, conta.

O rapaz comercializa tapetes, mantas, toalha de mesa e rede de R$10 a R$25, 00, cada peça.

“Hoje me sinto mais araranguaense do que paraibano”
Um outro ambulante da Paraíba, Luziver Bezerra de Araújo,  sai por 90 dias e depois volta para casa para matar a saudade da família. Há dez anos, o nordestino viaja para realizar vendas e só tem elogios ao povo de Araranguá.

“É um lugar onde me adaptei bem e hoje me sinto mais araranguase do que paraibano. E os moradores são hospitaleiros. É um local onde surgem empregos devido à agricultura; não dá para reclamar”, ressalta.
Araújo vende chapéus fabricados na Bahia e óculos de sol, carteiras e outras mercadorias. Dependendo da época, consegue ganhar entre R$10 e R$50 por dia.

Dificuldade de concessão do alvará
No entanto, os ambulantes do centro de Araranguá dificilmente ganham alvará para comercializar produtos, porque se fixam em um lugar e concorrem com as lojas na disputa por clientes. A ausência de pagamento de imposto é um dos motivos de negação da licença.

Segundo o fiscal de tributo Paulo Pacheco, as pessoas que conseguem a autorização geralmente pretendem fazer comercialização ou abrir um estabelecimento nas localidades de Morro dos Conventos e Barra Velha.

“Conforme a viabilidade da proposta e da data do pedido é concedida o alvará até o carnaval. Em média de dez pessoas recebem a autorização e só de Araranguá. Os ambulantes dificilmente conseguem”, explica.
 Matéria publicada no Portal Satc.