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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Casa da Fraternidade e Pizzaria Help promovem Café Beneficente!


Jovens aprendem capoeira e se apresentam na cidade
Foto: Nessa Irizaga

 A Instituição Espírita Casa da Fraternidade e a Pizzaria Help preparam  mais um Café Cultural, evento que ocorrerá nesse sábado, dia 9 de julho, nas dependências da pizzaria, no bairro Mato Alto. A realização trará  o coral das crianças da Casa, feira de livros espíritas e mostra de artesanato, além de outras apresentações.

Parte da renda arrecadada será revertida para os trabalhos da entidade, que promove a inclusão sócio-cultural de jovens e crianças de Araranguá, a partir de oficinas como capoeira, musicalização, dança e informática. Não conhece a entidade? Confira a bela história da instituição aqui!

domingo, 20 de março de 2011

Vicentinos: o ideal da caridade praticado diariamente

Cartas ao Papai Noel são adotadas, muitas vezes, pelos Vicentinos
 
Fotos: Vanessa Irizaga


 

Congregação em Araranguá realiza ações que beneficiam famílias de baixo poder aquisitivo, levando mantimentos e oportunidades para população.


Por Vanessa Irizaga


A Ordem dos Vicentinos no município é formada por cerca de dez pessoas que realizam ações como doação de roupas e alimentos, sopão e distribuição de brinquedos em prol da comunidade carente.

Segundo o membro da irmandade Vaner Luiz Batista, conhecido como seu Vaninho, o objetivo da ordem, presente na cidade desde 1980, é fazer caridade 24 horas por dia.

“O trabalho não visa a religião e não importa qual a fé que a pessoa segue. Ninguém ganha em cima da caridade e não visa interesses próprios: o dinheiro recebido para doações vai direto para os pobres”, ressalta.

Trabalho realizado por meio de doações
Seu Vaninho conta que não tem vergonha de pedir no comércio mantimentos para doar a pessoas. Na Pároquia da Sagrada Família, um grupo de senhoras prepara quatro caldeirões de sopa, mas precisam de alimentos como galinha e verduras.

A Ordem já arrecadou dinheiro e comprou mais de 200 edredons para a população carente. Na Igreja Apostolado da Oração, os fieis doam um quilo de alimento não-perecível na 1º sexta-feira de cada mês.

Quando sobram mantimentos, os objetos são levados a locais como o albergue. E na falta de doações ou verba, Vaner compra com o próprio dinheiro alimentos ou vestuário. “Meu objetivo é não deixar a caridade morrer”, explica.

Para receber a cesta básica, a pessoa precisa comprovar que possui baixa renda e recebe uma visita ao domicílio. Quando aparece uma oportunidade de emprego para aquele cidadão, Batista avisa. Cerca de cinco famílias fixas são ajudadas por mês. Matéria publicada no Portal Satc.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Trabalho em conjunto promove cultura a diferentes gerações e públicos

Foto: Divulgação

Grupo de voluntários que reúne, entre os membros, professores e colaboradores de universidades realiza ações voltadas para a educação

Por Vanessa Irizaga

O acesso à cultura com a chegada da internet tornou-se ainda mais fácil, mas ainda sim há pessoas que, por falta de dinheiro ou costume, não têm o hábito de ler ou assistir a uma peça de teatro.

Cerca de 20 pessoas com o objetivo de promover iniciativas gratuitas que levassem cultura à comunidade resolveram criar um grupo em Araranguá para pôr em prática as atividades. APonte! - Rede de Educadores Livres existe oficialmente há nove meses, mas os integrantes se encontravam a alguns anos nos eventos realizados.

As principais ações são oficinas gratuitas realizadas em escolas, manutenção do site para ampliação do trabalho e sessões de cinema abertas a toda população.

Inclusão da comunidade pelas ações culturais
Segundo o membro e professor universitário, Werther Serralheiro, a meta dos voluntários é fazer com que a comunidade tenha mais acesso a oportunidades culturais e que a educação em si seja encarada de forma diferenciada.

“Acreditamos que a região pode vir a prosperar não só economicamente, mas socialmente, se as pessoas também intensificar os contatos das redes sociais que freqüentam – e não são as que pertencem à internet e sim do convívio real”, ressalta.

O grupo mantém parcerias com o Bairro da Juventude, além de um projeto com um professor de Portugal.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Dia da Pessoa com Deficiência é lembrado no mundo todo


Fotos: Vanessa Irizaga

Luta dos cidadãos que possuem necessidades especiais por mais participação na sociedade ainda se faz presente, principalmente buscando a aplicação de leis específicas.

 

Por Vanessa irizaga

 

Segundo o presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiências, Carlos Antônio Mello, há preconceito principalmente quanto ao mercado de trabalho.


“Nós do Conselho cobramos para que as leis sejam cumpridas. Há uma lei que obriga as empresas a colocar pessoas com qualquer tipo de deficiência, cerca de 5% no quadro de funcionários. Muita gente não sabe das vagas também”, explica.

Quanto à educação, o presidente do Conselho comenta que os pais contam que os filhos já sofreram maus-tratos de colegas da classe em escolas não-especializadas em deficiências. Além disso, há a falta de estrutura física dos ambientes escolares e, por essas razões, os pais resolveram colocar os jovens em entidades como a Apae.

“Há mães que reclamaram que os filhos chegaram roxos em casa e ou foram xingados. A escola não está preparada, mas se deve cobrar do Estado, mas ele nunca vai assumir o dever que é dele. Seria importante uma integração das crianças com deficiência com as outras colegas, e os estudantes freqüentariam a Apae, por exemplo, para um reforço”, explica.

Um futuro jornalista
O acadêmico Gustavo Aléssio Duminelli sabe como é o cotidiano de alguém que possui uma necessidade especial. O rapaz de 28 anos enxerga apenas 20% da capacidade total da visão, mas hoje é totalmente independente dos pais, embora a mãe continue ‘coruja’ com o jovem.

A mãe do universitário foi atropelada durante a gestação e, mesmo com a queda, o médico que a acompanhava não solicitou exames. O rapaz nasceu com toxoplasmose, mas talvez a doença pudesse ter sido evitada se os exames fossem feitos.

Gustavo revela que hoje em dia não sofre preconceito, mas durante a infância recorda-se de um episódio onde se sentiu discriminado. “Minha professora colocava uma luz mais forte na sala para eu enxergar e algumas mães de colegas não concordavam. Eu não ligava”, conta.

Para o jovem, uma das dificuldades mais sentidas é a falta de recursos no transporte público. “Na hora de pegar um ônibus, eu não enxergo o letreiro de longe. Já perdi até condução por causa disso, porque os letreiros são pequenos”, destaca.

Duminelli está na quarta fase da faculdade de Jornalismo e diz que se interessou de fato pela profissão quando participou da cobertura de uma eleição. Na faculdade, o rapaz estuda com o auxílio de lupa e telescópio. As provas são impressas no tamanho de letra 18 e 20 para, permitindo ao jovem visualizar as palavras.

O acadêmico deseja trabalhar em uma rádio, a mídia que mais gosta. “Estou esperando uma oportunidade, ainda não estou preparado, mas estudando”, ressalta.

Deficiência e capacidade
Para o presidente do Conselho não são as pessoas que têm deficiência, mas o meio em si. “A pessoa com deficiência tem capacidade, mas o ambiente não está preparado para as necessidades que ela possui”.

O próximo passo do Conselho é analisar as referências sobre acessibilidade e igualdade da Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) e fazer um trabalho de conscientização para a sociedade no ano de 2011.