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sábado, 7 de julho de 2012

É só o começo!

Há uma frase, se me lembro bem a ouvi ainda no colégio que, na verdade, nada termina, mas sim se renova, que sempre existe algo novo a ser alcançado, mesmo quando tudo parece findado. A frase em questão vem de uma indagação que, ao mesmo tempo, é complementada com uma resposta quase que retórica. A dúvida contida na pergunta abrange  essas incertezas que nos aflige, quandos nos encontramos diante de algo novo, incerto e muito maior que nós, realidade ainda desconhecida.
A cada passo o caminho vai se tornando mais familiar
Imagens: WEB


Diante dessa nova situação nada convidativa ou acolhedora, cabe a nós tomar atitude, dar o primeiro passo, pois se o nosso habitat, o que conhecíamos como a nossa rotina acabou, não podemos ficar parados, estancar a vida e remoendo o que já passou. Não! Temos que agir, caminhar mesmo sem vontade, mesmo com receio do que, no fim, nos aguarda.


E na estrada, voce vai perceber que nada é fácil, mas a determinação e a força devem ser seus companheiros. Vai entender também que uma jornada acaba para outra se iniciar, mas para que exista essa transição voce precisa compreender que a vida é mesmo feita de fases, de momentos bons e outros em que você vai penar um pouquinho. O bom de tudo isso é saber que não, "isso realmente não é o fim do caminho, mas apenas o começo". O início de muitos, muitos outros caminhos que voce ainda vai percorrer.
Quem nunca se sentiu como Alice caindo na toca do coelho?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Você já acordou hoje?

Já estamos em 2012 e o tempo não deu trégua, passou voando e volta a repetir a façanha agora. Aliás, o ano começa agora, porque no Brasil é assim, né, o ano só comeca, "pega no tranco", depois do Carnaval. É tempo de acordar...

Não estou falando daquele despertar da cama, quando a gente insiste em ficar um segundinho a mais achando que está enganando o relógio, só para descansar e curtir o travesseiro; falo do acordar para o que ocorre agora, para as velhas situacoes que sempre estavam ali, mas agora podemos enxergar  de maneira diversa, com "novos olhos".


Aquela atitude impensada, o que julgamos ser correto,  o que priorizamos no dia a dia. As vezes, dormimos mergulhados em ideias teimosas, conviccoes furadas, e quando despertos por um choque, descobrimos nossas falhas, nossos queridos e planejados planos irem por água abaixo. A realidade que se apresenta é tão dura, tão desgastante que voce pode ficar sem ação, palavras, sem chão.


Recoberta a lucidez, serenidade - e, claro, quando isso acontece, pois vemos tantas pessoas refém das tristezas sem fim, da insatisfacao com a própria vida, dependentes de uma falsa e desesperada vontade de ser (ou parecer?) feliz...


Mas quando recobrimos o rumo e sabemos onde queremos chegar, o caminho se mostra com mais nitidez, não sem aflições, mas ele está ali, só basta que o alcancemos. Você já acordou hoje?
Eu despertei, e faz algum tempo.

domingo, 29 de maio de 2011

Ídolos: Uma paixão avassaladora de multidões do mundo todo


Bianca coleciona imagens de Luan e não se cansa de admirá-las.
O desenho de Michael que Canver na porta do guarda-roupa
 

Fotos: Vanessa Irizaga
  

 

Pessoas de todas as idades possuem ou já tiveram personalidades de quem gostavam ou se diziam tietes. No entanto, como explicar a razão do amor por artistas ou celebridades?


Por Vanessa Irizaga

Todo cantor, ator, escritor ou demais nomes notórios têm fãs, pessoas que não se cansam em demonstrar o carinho, admiração e devoção aos ídolos.

A motivação que faz alguém gostar tanto de um artista pode estar ligada ao talento, identificação e até considerar a pessoa como modelo de comportamento.

Luan Santana: o “meteoro” da música sertaneja
Bianca da Cunha da Silva é fã há um ano do cantor Luan Santana e se tornou tiete quando viu, pela primeira vez, o rapaz no programa Domingão do Faustão. “O que me chamou a atenção foi a beleza, o jeito de cantar e o carisma, e acho que é isso que atrai as mulheres”, explica.

A menina tem 284 imagens de Santana no computador, e a área de trabalho do micro também tem uma foto dele. “Pretendo em ir a vários shows e, se possível, entrar no camarim. Quando vejo o Luan na tevê, começo a gritar ‘lindo’!”, conta.

Para a garota, o jovem é uma pessoa boa, que têm fé e é um “bom partido”. “Ele é romântico e eu gosto de rapaz assim”. E Bianca é ciumenta em relação ao ídolo.
“Espero que ele não esteja namorando nenhuma. Se estiver, paciência, mas enquanto não arruma, eu estou aqui”, brinca.

Michael: o eterno rei do pop
Felipe Canever Fernandes não vai mais poder conhecer o ídolo. O garoto é fã há quase cinco anos de Michael Jackson e começou a se interessar devido a um jogo que continha músicas do norte-americano.
“Ele era um grande artista e revolucionou todo um gênero, mas não só na música. E com Thriller, Michael mostrou um novo jeito de fazer clipes, que é contar uma história”, ressalta.

Canever conta que foi ouvindo as composições que começou a gostar de música. E considera o cantor um exemplo de pessoa, porque tinha a vontade de mudar o mundo, ajudar as pessoas e fundou até uma instituição para arrecadar fundos para crianças pobres.

Quanto a acusações de abusos, o rapaz acha que o cantor era até ingênuo, e não acredita que garotos tenham sido molestados. Segundo Felipe, Michael não via problema em dividir a cama com meninos ou meninas, mas apenas para estar perto de jovens e relembrar a infância.

O episódio da “sacada”, onde Jackson pega o filho e mostra para um multidão do alto do prédio, o garoto diz que foi uma forma de saciar a vontade dos fãs, mas admite que não faria isso.

O jovem diz que ouve as músicas do astro, tais como “Cry”, “Money” e “Dirty Diana”- uma das favoritas-, 24 horas por dia. No dia em que foi noticiado que o rei do pop tinha morrido, Canever não acreditou no primeiro momento, e hoje lamenta a morte.

“Foi uma perda muito grande para a cultura. E fã que é fã fica chateado, porque pensa que nunca mais vai vê-lo. Com o tempo, a imagem do cantor vai se dissipando, mas a música continua viva, assim como a influência sobre outros artistas, as raízes que criou”, destaca.

Adoração de um ídolo é saudável, mas não pode virar fanatismo
A psicóloga Patrícia Nunes Serafim afirma que gostar de uma pessoa como um artista, por exemplo, é natural e faz parte do processo da formação da personalidade.

“É saudável, mas a partir do momento que a pessoa vive voltado apenas para aquele tipo de coisa passa a ser uma doença e pode ultrapassar os limites, como as torcidas organizadas, por exemplo, que prejudicam outras pessoas e até matam”, alerta Patrícia.

Segundo a profissional, tem pessoas que copiam os trejeitos e modo de vestir dos ídolos, passando a querer viver outra vida. “Tem gente que assume a identidade do idolatrado para preencher uma lacuna na própria vida. O adolescente na busca por identificação absorve coisas que não são dele e toma como se fosse”, esclarece.

E a psicóloga lembra: “você pode gostar dos ídolos, mas sem fanatismo”, destaca.
Reportagem publicada no Portal Satc.

Mensagens em madeira é o ganha-pão de artesão



Fotos: Vanessa Irizaga

Artista natural do Oeste de Santa Catarina passeia por cidades em busca de encomendas.


Por Vanessa Irizaga


O calçadão de Araranguá atrai sempre vendedores de regiões do nordeste do país e de localidades do Estado. O artesão Valmor Schwarz vende placas de madeira com mensagens inscritas. O ambulante faz o trabalho sob encomenda.

“Quem geralmente compra é quem passa, gosta e acaba levando. Sai bastante para casal de namorados que faz a plaquinha para guardar de lembrança”, explica.

Schwartz é natural de São Miguel do Oeste, mas há dois anos não retorna ao município. O ambulante trabalha há oito anos com o ofício e aprendeu sozinho a confeccionar o artesanato feito em madeira de farel, material usado em móveis.

Cada plaquinha custa entre R$10 e R$30,00 dependendo do tamanho. O artista também faz placas para fazendas. No município, porém, não vendeu muito.

“Vendo mais em Florianópolis e Camboriú”, conta. Mesmo no inverno, ainda há ambulantes pela cidade tentando ganhar a vida. Reportagem publicada originalmente no Portal Satc.

sábado, 16 de abril de 2011

Vegetarianismo: mais do que uma forma de alimentação, um estilo de vida

Victor é vegetariano por opção.


Farinhas e proteínas são componentes da dieta natural.
Fotos: Vanessa Irizaga

 

Pessoas preferem abdicar da carne vermelha e certos alimentos para manter uma dieta rica em proteínas e alimentos naturais para ter uma boa saúde.


Por Vanessa Irizaga

Muita gente não come carne e produtos de origem animal como leite, ovos ou embutidos e substitui os alimentos por outros como a soja, cereais, legumes, verduras e frutas.

Os adeptos ao estilo são chamados de vegetarianos, mas há diferentes grupos, como por exemplo, pessoas que não ingerem carne, mas comem derivados do leite e carne branca, como peixe. E há os mais radicais, que não se alimentam de nenhum produto proveniente de bichos.

Consciência e busca pelo corpo saudável
Victor Medeiros Costa é vegetariano há dois anos. Ele parou de consumir carne vermelha devido a problemas no estômago, mas também porque começou a sentir pena dos animais. Victor foi a uma nutricionista e pesquisou informações sobre alimentos para vegetarianos.

O rapaz está acostumado a seguir uma dieta mais natural e afirma que não sente mais vontade de comer carne vermelha. O peixe, porém, não está descartado da alimentação.

“Seu organismo fica mais saudável e quando você não come carne vermelha, pode evitar gordura. O vegetariano tem que comer proteína todo o dia”, explica.

A dieta de um vegetariano
No café da manhã, Victor bebe um suco natural ou de soja e come um sanduíche com queijo, um pão-de-ló ou bolo. Sempre depois dessa refeição, ele ingere uma fruta, como abacaxi ou laranja.

No almoço, o cardápio, se vai à academia, é peixe, pelo menos uma vez por semana, porque o tofu (queijo de soja) não vai estimular o crescimento. No prato tem ainda rúcula, alface, agrião, manga, arroz integral, abacaxi, queijo e soja. O alimento em flocos é misturada com molho de tomate ou transformada em guisado. O bife de soja também é outra forma de consumo.

No café da tarde, o jovem come quase os mesmos alimentos que no período da manhã, mas toma café preto. No jantar, come uma massa ou miojo com ovo cozido, salada, legume e gosta de misturar frutas e verduras. Ele toma pelo menos 1 litro de água por dia e muito suco.

Victor destaca que toma suplemento para conseguir ficar mais forte. “O vegetariano vai ter massa muscular, mas mesmo tomando suplemento vai passar mais trabalho para ganhar músculo”, explica.

Pesquisa de preços
O valor de produtos naturais pode ser talvez mais caro, mas tem vantagens. Na loja Naturalys, em Araranguá, a proteína texturizada de soja para bifes e a proteína isolada de soja para shakes e batidas custa R$5,00 cada 100 gramas.

A linhaça regula o colesterol e funciona como laxante e o preço é R$2,20 por 100 gramas. O arroz integral de 1 kg é R$3,90 e a granola custa R$1,30, por 100 gramas também.
Para que quer saborear uma sobremesa, a loja vende biscoitos de fibra por R$2,00 e salgadinhos de alho e missô ou queijo por R$2,30.

Cardápio balanceado e acompanhamento médico
De acordo com a nutricionista Letícia Nino D. Sánchez, a dieta de um vegetariano deve ser a mais variada, com o consumo de ovos, leite e proteína texturizada de soja, além de frutas, verduras e legumes.

Para a nutricionista, a soja não se iguala à carne. Há nutrientes com a vitamina B12 que não são encontradas em vegetais. O ideal é complementar a soja com outro alimento.

“Nem todo mundo pode ser vegetariano; crianças, em fase de crescimento, e nem pessoas que têm câncer e estão em tratamento. Quem pretende ser, precisa fazer avaliação para mudar o cardápio e exames periódicos de seis em seis meses, após a decisão”, lembra.

Reportagem publicada no Portal Satc.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vendedores da Paraíba tentam ganhar a vida no verão de Araranguá


Fotos: Vanessa Irizaga

 

Profissionais de regiões do Brasil rumam para o município em busca de sobrevivência.. Muitos viajam para o sul do país para evitar a alta concorrência nos estados onde moram.


Por Vanessa Irizaga

A temporada de verão atrai muitas pessoas para as praias da região sul, e vendedores ambulantes partem para os locais com o objetivo de ganhar dinheiro com a venda de mercadorias artesanais ou acessórios.

O vendedor paraibano Carlos Alexander Martiniano da Silva está trabalhando na área há dez anos e resolveu viajar para Araranguá devido à concorrência com as fábricas do estado onde morava. No entanto, ele reclama das vendas deste ano.

“Na cidade onde morava o pessoal compra mais por atacado, então temos que vender para fora. O movimento está parado por causa da chuva. O povo também anda sem dinheiro. Há dias em que eu não vendo nada”, conta.

O rapaz comercializa tapetes, mantas, toalha de mesa e rede de R$10 a R$25, 00, cada peça.

“Hoje me sinto mais araranguaense do que paraibano”
Um outro ambulante da Paraíba, Luziver Bezerra de Araújo,  sai por 90 dias e depois volta para casa para matar a saudade da família. Há dez anos, o nordestino viaja para realizar vendas e só tem elogios ao povo de Araranguá.

“É um lugar onde me adaptei bem e hoje me sinto mais araranguase do que paraibano. E os moradores são hospitaleiros. É um local onde surgem empregos devido à agricultura; não dá para reclamar”, ressalta.
Araújo vende chapéus fabricados na Bahia e óculos de sol, carteiras e outras mercadorias. Dependendo da época, consegue ganhar entre R$10 e R$50 por dia.

Dificuldade de concessão do alvará
No entanto, os ambulantes do centro de Araranguá dificilmente ganham alvará para comercializar produtos, porque se fixam em um lugar e concorrem com as lojas na disputa por clientes. A ausência de pagamento de imposto é um dos motivos de negação da licença.

Segundo o fiscal de tributo Paulo Pacheco, as pessoas que conseguem a autorização geralmente pretendem fazer comercialização ou abrir um estabelecimento nas localidades de Morro dos Conventos e Barra Velha.

“Conforme a viabilidade da proposta e da data do pedido é concedida o alvará até o carnaval. Em média de dez pessoas recebem a autorização e só de Araranguá. Os ambulantes dificilmente conseguem”, explica.
 Matéria publicada no Portal Satc.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Emoção e orgulho em participar da folia

Foliã pula o carnaval há três anos com bloco reunindo amigos no Arroio do Silva. A sensação de estar pisando na avenida motivou a entrada para escola de samba.

FOTOS: Vanessa Irizaga

Gilsane


Por Vanessa Irizaga



A professora universitária Gilsane Beretta, não aguentou ficar só na platéia da Avenida Getúlio Vargas, local dos desfiles. A docente, natural de Nova Veneza, transferiu-se para o município para morar mais perto do trabalho e sempre gostou de assistir ao desfile.

“A gente participava só observando o carnaval e a alegria começou a motivar e deu vontade de participar. Fomos – ela e o marido – convidados a fazer parte da ala. A empolgação de desfilar não tem comparação, não consigo descrever a emoção: é como se pegasse a alegria do povo, sentisse”, revela.

O bloco assim como o enredo aborda a Arrancada de Caminhões. O grupo reúne amigos e alguns professores e alunos do curso de psicologia de uma faculdade do sul de Santa Catarina. O nome do bloco é Esucrinando.

sábado, 11 de dezembro de 2010

O curioso processo da vida humana



Resenha publicada no http://jornalismosatc.wordpress.com


Por Vanessa Irizaga Lucrecio


O famoso ator inglês  Charles Chaplin  dizia ser injusto o processo de desenvolvimento da vida humana. Para ele deveríamos nascer já adultos, experimentando todo o tipo de sensações, e morrer jovens, em pleno vigor da vida, sem nenhum ressentimento ou dor física.

Este seria o desejo de muita gente, mas talvez não fosse a solução para os problemas da humanidade, como podemos notar no drama vivido pelo personagem principal do filme  O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Buttton), cuja vida seria considerada normal se não fosse pelas circunstâncias “incomuns”, como ele afirma, de seu nascimento.

Inspirado no livro homônimo de  F. Scott Fitzgerald, o filme apresenta a história de um homem que nasce já idoso, mas que ao passar dos anos, rejuvenesce e vive aventuras e descobertas que marcam decisivamente sua vida.

Button (vivido por Brad Pitt) nasce na cidade de  Nova Órleans, no dia em que terminava a  Primeira Guerra Mundial, e é abandonado na porta da Fundação Nolan pelo pai, um rico dono de uma empresa de alfaiataria, a Button’s Button.

Benjamin recebe o amor de Quennie, funcionária que o adota. Mesmo aparentando ter 80 anos, ainda é uma criança, que frusta-se por não poder se divertir como as outras. Mas no asilo conhece pessoas como Oti, um rapaz pigmeu capturado por norte-americanos, que torna-se seu amigo, e uma senhora da qual o personagem não se recorda o nome, mas que lhe ensina tocar piano, com êxito.

Também foi lá que se apaixonou por Deisy Fuller (Cate Blanchett), uma bailarina de sucesso, mas que na época não passava de uma esperta garotinha. Em 1936, Benjamin parte em viagem a bordo do rebocador de Mike Clarck, um marinheiro beberrão que sonhava em ser artista.

Durante a estadia da tripulação em um hotel britânico, o rapaz torna-se íntimo de Elisabeth Booth, mulher de um espião. Elisabeth lamenta nunca ter feito algo notório, e quando tentou cruzar a nado o Canal da Mancha, desistiu devido à correnteza,  mas jamais tentara novamente.

De volta ao mar, a embarcação de Button sofre uma ofensiva de um submarino – afinal eram meados de 1941,  Segunda Guerra Mundial, e a base naval de  Perl Harbor  tinha sido bombardeada por aviões japoneses – na qual morrem marinheiros.

Button, então com 26 anos, reencontra Deisy e nota que ela adquiriu novos hábitos, postura e companhias também. “Nos damos conta que quem mudou foi você mesmo”, conclui. O pai do jovem, idoso, reaproxima-se do filho, que não o renega.

Um  atropelamento põe fim na carreira de Deyse, que tempo depois volta para a cidade de Nova Orléans, e vive um relacionamento com Benjamin, chegando a dar a luz a uma menina.

Mas Benjamin não se conforma com o rejuvenescimento e vai embora, mas deixa-as em uma situação estável. No entanto, ele e Deyse voltariam a se reencontrar para juntos envelhecer.

Uma das melhores frases do longa é aquela que consta em uma carta destinada à filha de Button, que a aconselha nunca desistir do que deseja:

“Tenha uma vida boa, e se achar que não a tem, espero que tenha forças para recomeçar”. Este seria um lema para todos aqueles que se aventuram nesse curioso processo que é viver.

O filme é dirigido por David Fincher, de Zodíaco e Clube da Luta, e produzido pela Paramount Films. Em 2008, a película ganhou os oscars de melhor direção de arte, melhores efeitos visuais e maquiagem.

domingo, 14 de novembro de 2010

Amor e persistência em uma grande história entre mãe e filha


Professora luta desde a infância da caçula, uma menina especial, para que a garota tenha uma vida normal e nunca parou de procurar auxílio de profissionais especializados, mas principalmente, de dar muito amor à jovem.


Por Vanessa Irizaga

Os pais sempre querem o melhor para os filhos e estão dispostos a lutar com unhas e dentes para ajudá-los a superar os obstáculos ao longo do caminho. Muitas vezes, o amor incondicional de uma mãe pode ser maior do que qualquer limitação do corpo ou da mente.

A história da professora Elba Campos de Lima Rovaris é marcada por momentos emocionantes que se tornaram mais intensos com a chegada da carinhosa e alegre Paula, a filha de 17 anos de idade, o verdadeiro xodó da mãe, do pai e irmão.

A adolescente frequenta a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e recebe a educação especial que o centro oferece.  A jornada de Paula e da mãe começou quando a menina tinha apenas um ano e ainda não tinha dado os primeiros passos.

O pediatra da garota disse para Elba que a criança tinha preguiça, e por isso, não andava. A mãe começou a se preocupar porque a menina não tinha movimento nenhum e com um ano e quatro meses veio a primeira convulsão.

Busca incessante pelo bem de Paula
Nenhum médico da cidade sabia qual era o problema da criança. A jovem fez uma ressonância magnética em Joinville, mas nada foi constatado. Apenas em um hospital de Porto Alegre, a professora encontrou respostas. Uma má formação do feto durante a gestação pode ter causado a deficiência na menina. A medicação foi trocada de modo que as convulsões não acontecessem mais.

Mais tarde, Elba teve que colocar a garota em uma escola especial para garantir um bom desenvolvimento da filha. “Muitos professores não estão preparados para ensinar alunos como a Paula, e havia colegas que não queriam se enturmar com ela”, conta a docente.

Elba conta que foi a experiência com a Apae que a fez trabalhar na instituição. “Eu não sabia o que era uma Apae e quando vi as crianças excepcionais eu chorei. Eu comecei a ensinar para os alunos da instituição e amei”, destaca.

“Uma Eterna Criança”
Paula e a mãe são muito amigas e a convivência na Associação só intensifica o laço de amizade. A garota ajuda a fazer - atividade que a estudante adora – a lista de supermercado da família. A menina conhece todas as letras do alfabeto, gosta muito de escrever e já sabe redigir o próprio nome.

No dia das crianças, mesmo já sendo bem grandinha, a mãe quis presentear a filha. Paula queria uma bola para jogar com os meninos e meninas da turma. “Ela é uma moça, mas também é uma eterna criança”, elucida.

Elba nunca desistiu da caçula mesmo perante as dificuldades e afirma que tem orgulho da garota. “Já sofri muito pela rejeição das pessoas, pelo preconceito e nunca por ela ser excepcional”, ressalta.

sábado, 23 de outubro de 2010

O Defensor dos Frascos e Comprimidos

Por Vanessa Irizaga

Já ouviu alguém dizer: "Ah, porque a fulana ou o ciclano é defensor dos frascos e comprimidos"? Pois, é, às vezes a gente acaba fazendo esse papel mesmo. Não sei se isso é positivo- tah, você está defendendo alguém em quem acredita ou um amigo- mas também, ao mesmo tempo, não está se intrometendo no que não lhe diz respeito?

Acho que o problema de algumas pessoas (e o meu também, hehe) é que acabam assumindo para si as preocupações de outros e vivenciando novamente o que já passaram em alguns episódios desta vida. Sabe, você tenta não se estressar com as coisas que as pessoas falam ou fazem, mas, às vezes, não adianta: fica braba, fica "abafada". Eu sei que não se pode estar se enervando, que as pessoas tem que respirar fundo antes de fazer qualquer coisa, não ligar para bobagens...mas olha, como é difícil!

Tento não fazer julgamentos, e quando tomo decisões tento agir de forma justa e de acordo com o que acho correto, de acordo com meus princípios. Infelizmente e, doa a quem doer, sou sincera e teimosa demais, e isso acaba estragando as coisas. Porém, nunca vou deixar de ajudar um amigo ou alguém que esteja precisando conversar ou só de alguém que o escute. 

E perdoe minha grosseria, caro leitor, mas defendo meus amigos com unhas e dentes, mesmo que- rsrsrs- acabe me decepcionando com algumas pessoas depois. Claro que você precisa puxar a orelha também, pois que tipo de amigo é se só concordar. Acho que tem que avaliar a situação para não cometer injustiças com ninguém. Porque, na verdade, o resto você vai aprendendo com as situações, com as pessoas e com os próprios "tombos" (pior que, por vezes, é literalmente, ai)

Um abraço pessoal, bom final de sábado e que venha a segunda-feira de novo- e sem ressaca nem mau-humor, por favor...XD