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domingo, 16 de setembro de 2012

Cultura aos olhos da comunidade

O Museu de Araranguá é palco constantemente de exposições que resgatam a história, cultura e vivência da comunidade local por meio de expressões artísticas ou mesmo por vestígios como fotos, objetos, livros  e documentos. Dessa vez, a proposta é mostrar o município em seus primórdios por meio de poemas e textos de escritores da Academia Araranguaense de Letras.
 
A reportagem completa é de Felipe Balthazar e está disponível no site Reenditando.
 
FOTO: VANESSA IRIZAGA
 

domingo, 29 de maio de 2011

Ídolos: Uma paixão avassaladora de multidões do mundo todo


Bianca coleciona imagens de Luan e não se cansa de admirá-las.
O desenho de Michael que Canver na porta do guarda-roupa
 

Fotos: Vanessa Irizaga
  

 

Pessoas de todas as idades possuem ou já tiveram personalidades de quem gostavam ou se diziam tietes. No entanto, como explicar a razão do amor por artistas ou celebridades?


Por Vanessa Irizaga

Todo cantor, ator, escritor ou demais nomes notórios têm fãs, pessoas que não se cansam em demonstrar o carinho, admiração e devoção aos ídolos.

A motivação que faz alguém gostar tanto de um artista pode estar ligada ao talento, identificação e até considerar a pessoa como modelo de comportamento.

Luan Santana: o “meteoro” da música sertaneja
Bianca da Cunha da Silva é fã há um ano do cantor Luan Santana e se tornou tiete quando viu, pela primeira vez, o rapaz no programa Domingão do Faustão. “O que me chamou a atenção foi a beleza, o jeito de cantar e o carisma, e acho que é isso que atrai as mulheres”, explica.

A menina tem 284 imagens de Santana no computador, e a área de trabalho do micro também tem uma foto dele. “Pretendo em ir a vários shows e, se possível, entrar no camarim. Quando vejo o Luan na tevê, começo a gritar ‘lindo’!”, conta.

Para a garota, o jovem é uma pessoa boa, que têm fé e é um “bom partido”. “Ele é romântico e eu gosto de rapaz assim”. E Bianca é ciumenta em relação ao ídolo.
“Espero que ele não esteja namorando nenhuma. Se estiver, paciência, mas enquanto não arruma, eu estou aqui”, brinca.

Michael: o eterno rei do pop
Felipe Canever Fernandes não vai mais poder conhecer o ídolo. O garoto é fã há quase cinco anos de Michael Jackson e começou a se interessar devido a um jogo que continha músicas do norte-americano.
“Ele era um grande artista e revolucionou todo um gênero, mas não só na música. E com Thriller, Michael mostrou um novo jeito de fazer clipes, que é contar uma história”, ressalta.

Canever conta que foi ouvindo as composições que começou a gostar de música. E considera o cantor um exemplo de pessoa, porque tinha a vontade de mudar o mundo, ajudar as pessoas e fundou até uma instituição para arrecadar fundos para crianças pobres.

Quanto a acusações de abusos, o rapaz acha que o cantor era até ingênuo, e não acredita que garotos tenham sido molestados. Segundo Felipe, Michael não via problema em dividir a cama com meninos ou meninas, mas apenas para estar perto de jovens e relembrar a infância.

O episódio da “sacada”, onde Jackson pega o filho e mostra para um multidão do alto do prédio, o garoto diz que foi uma forma de saciar a vontade dos fãs, mas admite que não faria isso.

O jovem diz que ouve as músicas do astro, tais como “Cry”, “Money” e “Dirty Diana”- uma das favoritas-, 24 horas por dia. No dia em que foi noticiado que o rei do pop tinha morrido, Canever não acreditou no primeiro momento, e hoje lamenta a morte.

“Foi uma perda muito grande para a cultura. E fã que é fã fica chateado, porque pensa que nunca mais vai vê-lo. Com o tempo, a imagem do cantor vai se dissipando, mas a música continua viva, assim como a influência sobre outros artistas, as raízes que criou”, destaca.

Adoração de um ídolo é saudável, mas não pode virar fanatismo
A psicóloga Patrícia Nunes Serafim afirma que gostar de uma pessoa como um artista, por exemplo, é natural e faz parte do processo da formação da personalidade.

“É saudável, mas a partir do momento que a pessoa vive voltado apenas para aquele tipo de coisa passa a ser uma doença e pode ultrapassar os limites, como as torcidas organizadas, por exemplo, que prejudicam outras pessoas e até matam”, alerta Patrícia.

Segundo a profissional, tem pessoas que copiam os trejeitos e modo de vestir dos ídolos, passando a querer viver outra vida. “Tem gente que assume a identidade do idolatrado para preencher uma lacuna na própria vida. O adolescente na busca por identificação absorve coisas que não são dele e toma como se fosse”, esclarece.

E a psicóloga lembra: “você pode gostar dos ídolos, mas sem fanatismo”, destaca.
Reportagem publicada no Portal Satc.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Grafite: expressão artística das ruas


Foto: http://bdfgrafit.blogspot.com/




Fotos: Vanessa Irizaga

 
Foto: http://blogdac30villalobos.blogspot.com/

Foto: http://www.clickfozdoiguacu.com.br/


Grupos que realizam a arte são pacíficos e pintam com a autorização do poder público. A pintura ganhou força na década de 70, mas atualmente os artistas convivem com o preconceito por causa das pessoas que picham locais nas cidades.


Por Vanessa irizaga

A arte do grafite pode ser observada em cidades como Porto Alegre, no paredão próximo à Praça do Gasômetro, e em Criciúma, no bar Espaço Magenta. A pintura é uma forma atual de expressão dos centros urbanos, realizada por fãs de hip hop e skatistas.

A arte das ruas é confundida com vandalismo
O grafite tomou força na década de 70, na cidade de Nova York, Estados Unidos, onde começou a ser difundida. No entanto, há registros de técnica semelhante no Império Romano.

Atualmente, o grafite sofre preconceito por parte da comunidade devido a pichações realizadas principalmente por jovens. Segundo a educadora da área de artes, Juliana Natal, o grafite tem diferenças importantes em relação às pichações.

“A arte quer passar uma mensagem e não agredir a população. Os grupos são pacíficos, o que não acontece na pichação, onde há uma disputa em relação a quem vai pichar o prédio mais alto, não estão preocupados com o desenho, com a cor e com a busca pelo belo”, explica.

A docente ressalta ainda que as pinturas têm foco na arte, enquanto a pichação é poluição visual. “A população confunde e tem preconceito. O caminho é conseguir que a técnica apareça na mídia”, frisa.

Técnica não tem espaço de destaque na cidade
Os artistas só pintam com a autorização do poder público. Para Juliana, a prática ainda está engatinhando em Criciúma e aponta São Paulo como o grande centro desta arte urbana.

A professora realizou um projeto com alunos da Satc que consistia na pintura de bancos, inspirada no grafite. “Não fizemos os bancos com spray, mas fizemos uma leitura do que seria o grafite, expressando as necessidades do educando”, conta.

Reportagem publicada originalmente no Portal Satc.