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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Falta lazer gratuito para grande parte da população de Araranguá

A maioria das localidades de Araranguá não apresenta espaços para a prática de exercícios físicos, esportes e brincadeiras. Não há lugares ou opções de lazer gratuito para grande parte da comunidade. As praças públicas mais conhecidas são a Hercílio Luz, no Centro, e Cezário Cibien, na Cidade Alta.


Os locais, no entanto, necessitam de revitalização, manutenção dos brinquedos e colocação de mais bancos. Para a dona de casa Maria da Salete, que mora no bairro Lagoão, as oportunidades de lazer são restritas.
“Não existe lazer no bairro onde moro, nada, a não ser festas de igreja, alguma promoção, porque de outras formas não tem”, explica. A dona de casa Adriana Gomes vai para Criciúma para proporcionar diversão para as filhas.



Praça Hercílio Luz apresenta poucas opções à comunidade.
“Deveria haver mais lazer para as crianças e para a gente mesmo. Às vezes, eu trago as meninas para a Cidade Alta, mas o problema é que tem muito usuário de drogas ali, então eu levo para Criciúma. Acho que não sou só eu, porque muita gente vê que não há lazer e viaja para outras cidades”, salienta.
O aposentado E.N, que não quis se identificar, conta que traz os netos quando pode para a praça do Centro, mas considera que há falta de cuidados com o ambiente.

“Os locais, além de serem poucos, são de péssima qualidade. Não passam óleo nos brinquedos, os balanços estão tortos”, enfatiza.

Segurança, eis a questão
Além da raridade de espaços para as crianças, os mais velhos não tem um lugar adequado para fazer uma caminhada. Um assunto que preocupa mais moradores do que o lazer é a segurança. O aposentado Arino Borges só vai ao Centro para fazer compras, por exemplo, porque teme o furto do carro.

“Até tem lugar para se divertir, mas a gente não pode mais sair de casa. Ness verão eu fui duas vezes para a praia só. Se fico na cidade, os ladrões assaltam na casa da praia; se vou para lá, eles assaltam aqui”, conta.

À espera de uma grande obra
Uma importante obra é a construção de um centro cívico entre as proximidades do bairro Cidade Alta, Mato Alto, Lagoão e Divinéia. A verba de R$ 800 mil para a construção da praça e sistema viário foi solicitada ao Governo Federal. Se aprovada, a previsão é que o projeto saia ainda no mandato do atual prefeito, ou seja, em dois anos.Alguns detalhes ainda estão sendo acertados.

“Pretendemos fazer ali uma grande praça, transferir a sede da prefeitura e de órgãos públicos para o local; fazer um estádio, uma arena multiuso para eventos, um pequeno terminal para a demanda de transporte, ciclovia e prolongamentos da rua Capitão Pedro Fernandes e estradas que compõe essa área. Será uma forma de atender melhor a comunidade”, ressalta o secretário do planejamento, Leonardo Tiscoski.
Reportagem publicada no Portal Satc.

sábado, 17 de setembro de 2011

Ruas ou buracos? Eis a questão até hoje não resolvida do bairro Lagoão

Você nem bem entrou no bairro e já se depara com este grande problema que realmente não passa despercebido: a quantidade numerosa de buracos e deformidades nas estradas sem calçamento da localidade de Lagoão, em Araranguá.


A buraqueira torna-se ainda mais expressiva se você anda de carro, dificultando o trajeto em ruas como Padre Ézio, Rodovia Carlos Cardoso ou Nossa Senhora Mãe dos Homens. Quando chove, o agravante é a lama que se forma ao longo das ruas e as poças. Já que as estradas são de qualidade questionável e algumas ruas, estreitas, não é muito difícil também os pedestres receberem um belo banho ao tentarem desviar das poças e dos carros, ao mesmo tempo.


De acordo com a prefeitura de Araranguá, a pavimentação das estradas só pode ser realizada se os moradores darem uma quantia para efetuação da obra. Só que esse detalhe, não é amplamente divulgado à comunidade, que sofre constantemente com o péssimo estado das ruas.


Em geral, no que se refere a ações, as ruas recebem a colocação de brita para nivelar as vias e tentar minimizar os efeitos da chuva, mas é algo paliativo em frente aos transtornos causados. As condições das estradas dificultam o acesso ao bairro, pois os motoristas encaram com certa ressalva irem ao Lagoão devido aos buracos que certamente os aguardam.  
E as estradas na mesma...e já faz tempo.






quarta-feira, 4 de maio de 2011

Comunidade terá rodovia pavimentada depois de longa espera



Fotos: Vanessa Irizaga

 

Trecho de estrada em Araranguá receberá calçamento ainda este ano. Se a prefeitura não cumprir com o prometido, a Associação de Moradores do bairro fará ações como fechamento da rua.


Por Vanessa Irizaga

A espera de mais de dez anos pela pavimentação da rodovia municipal Carlos Cardoso pode chegar ao fim, minimizando problemas tanto sociais quanto econômicos da comunidade do bairro Lagoão, em Araranguá.

A estrada mede quase sete quilômetros e dá acesso a bairros com Mato Alto e Divinéia. A via receberá pavimentação em um quilômetro da extensão. Os moradores vão decidir qual será a parte calçada em uma futura reunião na Associação de Moradores do Lagoão (AMA).

Segundo o membro da Associação e diretor do Departamento de Cultura de Araranguá, Jair Anastácio, a melhoria na via foi garantida pelo vice-prefeito da cidade, Sandro Maciel, e a medida irá valorizar o bairro todo.

“O principal benefício é a qualidade de vida para os habitantes. Em relação à economia, as duas extremidades da estrada dão acesso ao bairro e várias empresas dependem da estrada para transportar os produtos. A pavimentação também é uma questão de saúde, porque há moradores que acabam desenvolvendo doenças”, destaca.

Barro e muita poeira
A dona de casa Juliana Orácio conta que com a chuva forte não é possível sair de casa de tanto barro que se acumulara na estrada.

“Hoje o chão está firme, mas no ano passado, você pisava e afundava o pé. Na noite em que choveu muito, uns 15 carros atolaram e meu marido teve que ajudar”, lembra. Juliana reclama da poeira que acaba indo direto para a casa onde mora.

Moradores vão esperar até a metade do ano, depois vão tomar providências
Jair ressalta que até o meio deste ano a associação vai esperar o início dos trabalhos. Se nada ocorrer, os moradores vão agir.

“Estamos no aguardo para ver se, de fato, a prefeitura vai cumprir com a promessa. Se a obra não for feita, tomaremos providências, como fechamento da rua e levar a população para o meio da estrada para chamar a atenção dos órgãos competentes”, frisa.
Reportagem publicada no Portal Satc.