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sábado, 24 de setembro de 2011

Enem: Mudança na divulgação das notas vai valer só em 2012

O MEC (Ministério da Educação) confirmou nesta sexta-feira (19) que recebeu uma proposta da presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Malvina Tuttman, para mudar a forma de divulgação das notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).


Foto: web

No entanto, assessores do ministério disseram que, se aprovada pelo ministro Fernando Haddad, a alteração na forma como as notas são divulgadas vai acontecer apenas em 2012, quando será publicado os desempenhos das escolas na edição de 2011, a ser realizada no próximo dia 22 e 23 de outubro.
As notas da edição de 2010, que devem sair até setembro, ainda serão divulgadas como nos anos anteriores. Isso significa que o estudo do MEC vai dar uma nota média para cada escola com base no desempenho de todos os alunos que prestarem em nome daquela instituição de ensino.

# Esta matéria pertence ao site 180 Graus. Leia-a na íntegra aqui!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Formatura: um momento especial e único na vida de um jovem



Fotos: Vanessa Irizaga
 

Estudantes fazem projeções para o futuro das vidas e pais contam emocionados sobre como é a sensação de verem os filhos se formarem.

 

 Por Vanessa Irizaga


O primeiro dia de aula do filho nenhum pai ou mãe esquece. Um boa conversa com a criança para convencer o pequeno que a escola é um lugar bom e divertido, e que na hora da saída, os pais vão estar lá para levarem os filhos de volta para casa.

Na adolescência, os puxões de orelha para que o jovem se esforce mais, largue o videogame e a internet e vá estudar estão presentes na memória dos pais. Os momentos que marcam cada vitória e episódio difícil, mas não insuperável da vida do filho só acrescentam este repertório de histórias.

Pais orgulhosos
O dia da formatura de um estudante é uma grande acontecimento tanto para os jovens quanto para os familiares. A costureira Márcia Nunes só tem elogios para o filho Mateus, que se formou no terceiro ano do ensino médio e tem 18 anos.

“Sinto muito orgulho. Sempre incentivei a estudar e meu filho foi um bom aluno. O Mateus trabalhava na lavoura de dia e estudava à noite. Hoje está se formando e me dando oportunidade de estar sentindo orgulho como mãe”, elucida.

Os pais Eguineia e Roberto Alessio estavam felizes com a formatura da filha Monik. “É maravilhoso; a gente observa que os filhos crescem e vemos o esforço deles. É sensação de tarefa cumprida”, declara a mãe.

A professora de educação física Janaína Geremias já participou de três formaturas. “É gratificante ver os estudantes se formando. A gente acaba estabelecendo um vínculo, dando conselho”, explica.

Planos futuros de estudantes
A estudante Monik Alessio não quer perder tempo e já tem planos para a carreira. “Quero cursar uma faculdade de moda e agora que completei o ensino médio tenho uma responsabilidade a mais. Eu fiz um curso de Técnico em Moda e penso em estagiar. Meus pais sempre me apóiam muito”, conta.

O estudante Renan Rabelo dará continuidade aos estudos. “Vou continuar estudando, quero fazer vestibular para Ciências biológicas e espero que dê certo”, revela.

 

 

 

sábado, 4 de dezembro de 2010

Dia da Pessoa com Deficiência é lembrado no mundo todo


Fotos: Vanessa Irizaga

Luta dos cidadãos que possuem necessidades especiais por mais participação na sociedade ainda se faz presente, principalmente buscando a aplicação de leis específicas.

 

Por Vanessa irizaga

 

Segundo o presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiências, Carlos Antônio Mello, há preconceito principalmente quanto ao mercado de trabalho.


“Nós do Conselho cobramos para que as leis sejam cumpridas. Há uma lei que obriga as empresas a colocar pessoas com qualquer tipo de deficiência, cerca de 5% no quadro de funcionários. Muita gente não sabe das vagas também”, explica.

Quanto à educação, o presidente do Conselho comenta que os pais contam que os filhos já sofreram maus-tratos de colegas da classe em escolas não-especializadas em deficiências. Além disso, há a falta de estrutura física dos ambientes escolares e, por essas razões, os pais resolveram colocar os jovens em entidades como a Apae.

“Há mães que reclamaram que os filhos chegaram roxos em casa e ou foram xingados. A escola não está preparada, mas se deve cobrar do Estado, mas ele nunca vai assumir o dever que é dele. Seria importante uma integração das crianças com deficiência com as outras colegas, e os estudantes freqüentariam a Apae, por exemplo, para um reforço”, explica.

Um futuro jornalista
O acadêmico Gustavo Aléssio Duminelli sabe como é o cotidiano de alguém que possui uma necessidade especial. O rapaz de 28 anos enxerga apenas 20% da capacidade total da visão, mas hoje é totalmente independente dos pais, embora a mãe continue ‘coruja’ com o jovem.

A mãe do universitário foi atropelada durante a gestação e, mesmo com a queda, o médico que a acompanhava não solicitou exames. O rapaz nasceu com toxoplasmose, mas talvez a doença pudesse ter sido evitada se os exames fossem feitos.

Gustavo revela que hoje em dia não sofre preconceito, mas durante a infância recorda-se de um episódio onde se sentiu discriminado. “Minha professora colocava uma luz mais forte na sala para eu enxergar e algumas mães de colegas não concordavam. Eu não ligava”, conta.

Para o jovem, uma das dificuldades mais sentidas é a falta de recursos no transporte público. “Na hora de pegar um ônibus, eu não enxergo o letreiro de longe. Já perdi até condução por causa disso, porque os letreiros são pequenos”, destaca.

Duminelli está na quarta fase da faculdade de Jornalismo e diz que se interessou de fato pela profissão quando participou da cobertura de uma eleição. Na faculdade, o rapaz estuda com o auxílio de lupa e telescópio. As provas são impressas no tamanho de letra 18 e 20 para, permitindo ao jovem visualizar as palavras.

O acadêmico deseja trabalhar em uma rádio, a mídia que mais gosta. “Estou esperando uma oportunidade, ainda não estou preparado, mas estudando”, ressalta.

Deficiência e capacidade
Para o presidente do Conselho não são as pessoas que têm deficiência, mas o meio em si. “A pessoa com deficiência tem capacidade, mas o ambiente não está preparado para as necessidades que ela possui”.

O próximo passo do Conselho é analisar as referências sobre acessibilidade e igualdade da Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) e fazer um trabalho de conscientização para a sociedade no ano de 2011.

sábado, 13 de novembro de 2010

Plágio e comércio de trabalhos colocam conduta de universitários sob avaliação da Justiça

 

Caso envolvendo estudantes da região e rapaz que realiza monografias acadêmicas mediante pagamento está sendo julgado pela 2ª Vara Criminal de Criciúma.


Por Vanessa Irizaga

A ética é um princípio repassado desde a escola primária por muitos professores e o ensino deste valor também é transmitido em faculdades. O exercício da profissão requer uma conduta séria e comprometida com o papel que o trabalhador vai desempenhar diariamente na sociedade.

Um caso recente que contraria a posição ética de muitos profissionais é o de um rapaz formado em dois cursos acadêmicos que foi acusado de vender monografias a universitários, em Criciúma.

Os estudantes que pagaram para a realização dos trabalhos podem responder por falsidade material. O crime atribui à pena de 1 a 5 anos, se for um documento público copiado, e de 1 a 3, se o alvo da cópia for uma obra particular. No entanto, os alunos das faculdades não têm nenhum histórico policial e, se comprovada a culpa, vão receber o benefício da situação condicional, que diminui a pena.

Se for condenado, o acadêmico pode cumprir a pena de 1 a 3 anos por falsidade ideológica, e segundo o escrivão da 2ª  Vara Criminal do Fórum, Lucas Savi, a punição pode até se estender. “Por já estar correndo processos contra ele, o rapaz não tem direito à situação condicional, porque não preenche os requisitos”, explica Savi.

Ética acima de tudo
Para o secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ricardo Reitz Bunn, além do fato da comercialização de trabalhos e o plágio serem ilegais, há a questão de princípios envolvidos.
"Plágio é a utilização de uma obra em um documento que não é feito pela pessoa. É uma violação de direitos autorais. Não é algo ético e nem de bom senso de se fazer", ressalta.

A coordenadora e professora do curso de Jornalismo da Faculdade Satc, Lize Búrigo, ressalta que houve casos de reprovação de universitários que cometeram plágio de trechos de páginas da internet ou livros. "A banca de professores é essencial porque faz com que o aluno apresente o trabalho e mostre o que entende sobre o assunto", explica.

Segundo Lize, os professores conseguem perceber o estilo de escrever dos alunos e contestam quando os acadêmicos mostram uma redação ou projeto que não tem características dos estudantes.

"Os alunos aprendem a melhor técnica, ampliam conhecimento, mas não há como chegar na faculdade e somente aqui aprender a ter ética. Nós tentamos mostrar o que é certo", ressalta a coordenadora.

sábado, 6 de novembro de 2010

Jovens da região participam do primeiro dia de prova do Enem

 

Fotos: Vanessa Irizaga




Estudantes sentiram dificuldade nos questionamentos em relação às matérias de Química e Física, mas estão otimistas em relação ao resultado final: a garantia de uma bolsa de estudos.


Por Vanessa Irizaga

Jovens que ainda estão cursando o Ensino Médio ou que já terminaram os estudos estão prestando Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde às 13horas desta tarde de sábado, dia 6 de novembro, em todo o Brasil. Em Araranguá, estudantes da região e até de outros estados estão fazendo a prova no Colégio Estadual Castro Alves e na Universidade do Sul Catarinense (Unisul).

Os portões foram fechados rigorosamente às 12h55, e havia um painel com papeis anexados que indicavam os nomes dos alunos e o número da sala em que fariam o Exame. Pais, amigos e colegas aguardavam do lado de fora o término do teste. Por volta das 15 horas é que os alunos que já acabaram a prova foram saindo das salas.

Teste de conhecimento e possível garantia de entrada na universidade
A prova de hoje trazia questionamentos a respeito de Ciências da Natureza e Tecnologias e Humanas. A estudante do Ensino Médio Aline Fernandes Borges participou pela primeira vez do Enem e sentiu dificuldade em Química.

Segundo Aline, a prova trouxe indagações sobre Geografia, Biologia, História (presidentes de épocas anteriores) e meios de comunicação. “Para amanhã, eu estou mais confiante, porque eu me saio melhor em Matemática”, explica. A jovem, natural do Arroio do Silva, quer fazer faculdade de Enfermagem, se obtiver uma média boa para se inscrever no Prouni (Programa Universidade para Todos).

A estudante Andreza Macarini vai deixar para concorrer por uma bolsa de estudos no ano que vem, fazendo o Enem hoje apenas para se autoavaliar. “Fiz para testar meu conhecimento. Achei legal; todo mundo falava que era difícil, mas achei tranqüilo”, ressalta. Andreza mora em Turvo e como estava de passagem por Araranguá, fez a prova no local.

Outro estreante na prova é o auxiliar de dentista Alessandro dos Santos, que sempre estudou em escola pública e mora no Paraná. O rapaz está na cidade porque os parentes têm uma casa em uma praia no Arroio e aproveitou e fez o exame. “Achei fácil, estudei antes das inscrições começarem; me preparei”, conta. O rapaz quer fazer Medicina, se tirar uma boa nota.

A estudante Alessandra Gregório está estudando desde março para o grande dia. “Achei difícil. Algumas questões em Física até foram estudas na escola, mas as palavras usadas, a forma era diferente. E a prova exigia muita interpretação”, ressalta.

A garota conta que vai se preparar um pouco mais para a redação, principal preocupação dos jovens ouvidos nesta reportagem. A prova deste sábado acaba às 17h30min.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Enem: estudantes farão prova neste fim de semana

 

Foto: G1

Alunos do município de Criciúma vão fazer o exame no sábado e domingo para tentar obter uma boa pontuação e ter chances de conseguir entrar na faculdade por meio de bolsa de estudos.


Por Vanessa Irizaga

Aproximadamente 2600 estudantes da rede pública e privada de ensino de Criciúma farão a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste fim de semana, dias 6 e 7 de novembro. Os criciumenses, assim como brasileiros, estão em busca de uma vaga em universidades de todo o Brasil.

No município, os locais da prova são o Cedup (Centro de Educação Profissional Abílio Paulo), a Escola de Educação Básica Joaquim Ramos, Escola de Ensino Médio Sebastião Toledo dos Santos, o Colegião, e no Colégio Estadual Heriberto Hülse.

O número de alunos em Criciúma que pretende fazer a prova aumentou, devido à divulgação das coordenações de escolas e da campanha do Ministério da Educação na mídia. Há 900 alunos de escolas públicas inscritos.

Para o supervisor do Ensino Superior da 21ª  Gerência Regional da Educação, Ciência e Tecnologia de Criciúma (Geect), Valdecir Mariana, o Enem é um dos instrumentos que vai nortear a educação no país. “Para o estudante que quer se inscrever na Bahia ou no Pará e, depois quer vir para o sul, o Enem possibilita isso devido à universalização do ensino”, destaca.

A grande questão da edição do Enem deste ano é que a prova vem reformulada, mas para o professor Valdecir o aluno que estudou não deve temer as mudanças. “O aluno que se preparou e vai fazer a prova vai conseguir a vaga na universidade”, explica.

O primeiro dia de prova, no sábado, vai testar os conhecimentos dos jovens em Ciências Humanas e Tecnologias e em Ciências da Natureza e Tecnologias. A avaliação inicia às 13 horas e termina às 17h30min.

No segundo dia, os estudantes vão responder questões ligadas à Linguagens, Códigos e Tecnologias e Matemática e Tecnologias, e elaborar a redação. No dia 7, a prova começa às 13 horas e vai até às 18h30min. Os portões vão ser abertos às 12 horas e devem ser fechados às 12h55min.

Prouni
Uma pontuação boa no Enem pode garantir uma bolsa integral ou parcial em universidades. O aluno que teve um desempenho considerável pode se inscrever no Prouni (Programa Universidade para Todos) quando sair o resultado do Exame Nacional e verificar as chances nos cursos que as universidades.

Segundo Mariana, os estudantes da região preferem cursos nas áreas de administração e engenharias.