quarta-feira, 27 de abril de 2011

Grafite: expressão artística das ruas


Foto: http://bdfgrafit.blogspot.com/




Fotos: Vanessa Irizaga

 
Foto: http://blogdac30villalobos.blogspot.com/

Foto: http://www.clickfozdoiguacu.com.br/


Grupos que realizam a arte são pacíficos e pintam com a autorização do poder público. A pintura ganhou força na década de 70, mas atualmente os artistas convivem com o preconceito por causa das pessoas que picham locais nas cidades.


Por Vanessa irizaga

A arte do grafite pode ser observada em cidades como Porto Alegre, no paredão próximo à Praça do Gasômetro, e em Criciúma, no bar Espaço Magenta. A pintura é uma forma atual de expressão dos centros urbanos, realizada por fãs de hip hop e skatistas.

A arte das ruas é confundida com vandalismo
O grafite tomou força na década de 70, na cidade de Nova York, Estados Unidos, onde começou a ser difundida. No entanto, há registros de técnica semelhante no Império Romano.

Atualmente, o grafite sofre preconceito por parte da comunidade devido a pichações realizadas principalmente por jovens. Segundo a educadora da área de artes, Juliana Natal, o grafite tem diferenças importantes em relação às pichações.

“A arte quer passar uma mensagem e não agredir a população. Os grupos são pacíficos, o que não acontece na pichação, onde há uma disputa em relação a quem vai pichar o prédio mais alto, não estão preocupados com o desenho, com a cor e com a busca pelo belo”, explica.

A docente ressalta ainda que as pinturas têm foco na arte, enquanto a pichação é poluição visual. “A população confunde e tem preconceito. O caminho é conseguir que a técnica apareça na mídia”, frisa.

Técnica não tem espaço de destaque na cidade
Os artistas só pintam com a autorização do poder público. Para Juliana, a prática ainda está engatinhando em Criciúma e aponta São Paulo como o grande centro desta arte urbana.

A professora realizou um projeto com alunos da Satc que consistia na pintura de bancos, inspirada no grafite. “Não fizemos os bancos com spray, mas fizemos uma leitura do que seria o grafite, expressando as necessidades do educando”, conta.

Reportagem publicada originalmente no Portal Satc.

Dedicação e persistência para alcançar o sonho da estabilidade


Jair dedicou-se e conseguiu atingir seu objetivo.
Foto: Vanessa Irizaga


 

Novos concursos aguçam a vontade de muitas pessoas em conseguir um emprego, estabilidade ou mudar de trabalho. Para passar nas provas, além do preparo, é necessário determinação.


Por Vanessa Irizaga

A estabilidade do emprego público atrai pessoas em busca dos benefícios como carteira assinada, plano de saúde, férias garantidas, entre outros aspectos que variam entre instituições ou órgãos. Dois fatores podem ser decisivos para o candidato conseguir ir bem nas provas: a preparação e a persistência. O carteiro Jair Miranda, prestou um concurso público e passou.

“Resolvi fazer incentivado por um amigo. O fator que mais me chamou a atenção é que o teste exige meu nível de escolaridade. Além disso, oferece um salário digno para realizar meus projetos de vida”, explica.
Jair estudava seis dias por semana e de três a quatro horas por dia, em média. Começou a estudar há um ano para a prova. “Estou li muito, e não procurei fazer nenhum cursinho, pois não encontrei nenhum que suprisse as necessidades do concurso”, conta.

Dicas
O ideal é se dedicar de três a seis meses para se classificar em um concurso. A escolha de uma região com menos concorrência pode facilitar o bom resultado.

Segundo a diretora da QI Concursos Criciúma, Nilsa Santos da Rocha, as pessoas se saem melhor se estudarem trocando dúvidas com outras pessoas ou com o auxílio de um professor. “Você tira dúvidas e é bom, especialmente para as pessoas que já terminaram o ensino médio para relembrarem o conteúdo. No curso, os alunos refazem as provas anteriores”, explica.

Nilsa destaca, que a leitura de revistas e jornal é importante para o candidato estar atualizado sobre os assuntos do momento. E é importante não sobrecarregar no tempo destinado ao estudo.

“O concurso é sempre realizado nos domingos e não se deve estudar na véspera. As pessoas devem descansar no dia anterior. Na prova, fazer tudo o que sabe primeiro”, frisa.

Reportagem originalmente publicada no Portal Satc.

sábado, 16 de abril de 2011

Vegetarianismo: mais do que uma forma de alimentação, um estilo de vida

Victor é vegetariano por opção.


Farinhas e proteínas são componentes da dieta natural.
Fotos: Vanessa Irizaga

 

Pessoas preferem abdicar da carne vermelha e certos alimentos para manter uma dieta rica em proteínas e alimentos naturais para ter uma boa saúde.


Por Vanessa Irizaga

Muita gente não come carne e produtos de origem animal como leite, ovos ou embutidos e substitui os alimentos por outros como a soja, cereais, legumes, verduras e frutas.

Os adeptos ao estilo são chamados de vegetarianos, mas há diferentes grupos, como por exemplo, pessoas que não ingerem carne, mas comem derivados do leite e carne branca, como peixe. E há os mais radicais, que não se alimentam de nenhum produto proveniente de bichos.

Consciência e busca pelo corpo saudável
Victor Medeiros Costa é vegetariano há dois anos. Ele parou de consumir carne vermelha devido a problemas no estômago, mas também porque começou a sentir pena dos animais. Victor foi a uma nutricionista e pesquisou informações sobre alimentos para vegetarianos.

O rapaz está acostumado a seguir uma dieta mais natural e afirma que não sente mais vontade de comer carne vermelha. O peixe, porém, não está descartado da alimentação.

“Seu organismo fica mais saudável e quando você não come carne vermelha, pode evitar gordura. O vegetariano tem que comer proteína todo o dia”, explica.

A dieta de um vegetariano
No café da manhã, Victor bebe um suco natural ou de soja e come um sanduíche com queijo, um pão-de-ló ou bolo. Sempre depois dessa refeição, ele ingere uma fruta, como abacaxi ou laranja.

No almoço, o cardápio, se vai à academia, é peixe, pelo menos uma vez por semana, porque o tofu (queijo de soja) não vai estimular o crescimento. No prato tem ainda rúcula, alface, agrião, manga, arroz integral, abacaxi, queijo e soja. O alimento em flocos é misturada com molho de tomate ou transformada em guisado. O bife de soja também é outra forma de consumo.

No café da tarde, o jovem come quase os mesmos alimentos que no período da manhã, mas toma café preto. No jantar, come uma massa ou miojo com ovo cozido, salada, legume e gosta de misturar frutas e verduras. Ele toma pelo menos 1 litro de água por dia e muito suco.

Victor destaca que toma suplemento para conseguir ficar mais forte. “O vegetariano vai ter massa muscular, mas mesmo tomando suplemento vai passar mais trabalho para ganhar músculo”, explica.

Pesquisa de preços
O valor de produtos naturais pode ser talvez mais caro, mas tem vantagens. Na loja Naturalys, em Araranguá, a proteína texturizada de soja para bifes e a proteína isolada de soja para shakes e batidas custa R$5,00 cada 100 gramas.

A linhaça regula o colesterol e funciona como laxante e o preço é R$2,20 por 100 gramas. O arroz integral de 1 kg é R$3,90 e a granola custa R$1,30, por 100 gramas também.
Para que quer saborear uma sobremesa, a loja vende biscoitos de fibra por R$2,00 e salgadinhos de alho e missô ou queijo por R$2,30.

Cardápio balanceado e acompanhamento médico
De acordo com a nutricionista Letícia Nino D. Sánchez, a dieta de um vegetariano deve ser a mais variada, com o consumo de ovos, leite e proteína texturizada de soja, além de frutas, verduras e legumes.

Para a nutricionista, a soja não se iguala à carne. Há nutrientes com a vitamina B12 que não são encontradas em vegetais. O ideal é complementar a soja com outro alimento.

“Nem todo mundo pode ser vegetariano; crianças, em fase de crescimento, e nem pessoas que têm câncer e estão em tratamento. Quem pretende ser, precisa fazer avaliação para mudar o cardápio e exames periódicos de seis em seis meses, após a decisão”, lembra.

Reportagem publicada no Portal Satc.

Trecho inacabado da Avenida 15 de Novembro será concluído neste ano

Parte da estrada deverá ser pavimentada ainda em 2011, desafogando o tráfego de veículos da Avenida Sete de Setembro e melhorando o desenvolvimento da cidade.



Fotos: Vanessa Irizaga
Parte da estrada deverá ser pavimentada ainda em 2011, desafogando o tráfego de veículos da Avenida Sete de Setembro e melhorando o desenvolvimento da cidade.

Por Vanessa Irizaga

O trecho da 15 de Novembro localizado entre os bairros Aeroporto e Lagoão, será pavimentado ainda este ano. A ação trará benefícios tanto para os moradores, que sofrem com o estado da estrada, quanto aos demais habitantes da cidade, que terão uma via de acesso fácil à localidade.

A estrada deve receber sinalização e uma ciclovia. A obra deve custar R$10 milhões, mas ainda não passou por processo licitatório.

Para a moradora Antônia Figueiredo, o calçamento na estrada vai beneficiar a região que há tempo sofre com problemas nas ruas esburacadas do bairro.

“Quando chove, os carros não respeitam e acabam sujando e ainda tem risco de um veículo ir para cima da gente”, relata.

O carteiro Hélio Rocha aponta a ausência de sinalização na estrada como mais um dos problemas.
“O trecho é muito esburacado e à noite é perigoso porque não tem iluminação. Para os moradores vai valorizar o lugar e para o restante da cidade será uma via de acesso rápido, porque terá asfalto”, explica.

Trânsito da Sete desafogado
O tráfego de veículos da Avenida Sete de Setembro será desafogado com a pavimentação na 15 de novembro. Devido ao costume, e por ser calçada, a estrada é o principal acesso que os motoristas possuem para chegar aos bairros. Cerca de cinco mil carros trafegam por dia na via.

Além do trecho descrito, há um projeto que idealiza a pavimentação da via da rua Dorvalina Broca, Lagoão/Mato Alto, até o bairro Polícia Rodoviária. No total, os custos da obra chegam a R$ 25 milhões.
Segundo o secretário municipal de administração, Daniel Viriato Afonso, a obra integrará a comunidade.

“Ainda é apenas um projeto, mas o foco é ampliar o acesso da população da localidade ao centro do município”, explica.

Matéria publicada no Portal Satc http://migre.me/4gjTo.

Rinite Alérgica: mudança do clima e contato com poeira desencadeiam sintomas

 

Foto: Jornal Cidade

Limpeza da casa pode diminuir riscos de agravamento dos sintomas comuns como coceira e espirro.


Por Vanessa Irizaga

O inverno e a primavera são épocas propícias para o aparecimento dos sintomas da rinite alérgica, tais como coriza, coceira e espirros. As mudanças bruscas do tempo podem estimular as aparições.

De acordo com o otorrinolaringologista Ronaldo Costa, a melhor forma de combate ao agravamento do quadro é a limpeza da casa. “Não ter muitos objetos que acumulem poeira como tapetes e bichos de pelúcia ajuda bastante. O quarto de quem tem rinite alérgica precisa ser arejado e é necessário virar o colchão e limpar bem a cama, livros e revistas”, ressalta.

Fora de casa, porém, é mais difícil seguir as recomendações devido ao contato com poluição. “O choque térmico do corpo, que estava em um lugar frio com ar condicionado e vai para um ambiente de calor facilita o aparecimento dos sintomas”, lembra.

Ainda, segundo o médico, o tratamento para rinite é à base de medicamentos, mas pode ser mais eficaz se iniciado antes de abril e de outubro, mas o procedimento varia de pessoa para pessoa.

Reportagem publicada no Portal Satc http://migre.me/4gjOA .

terça-feira, 22 de março de 2011

Cobertura das paradas de ônibus sem previsão para serem realizadas


Foto: Muitas paradas não têm abrigos muito menos sinalização

População sente-se prejudicada com a falta da proteção principalmente em épocas como a atual em que a chuva e o calor excessivo tornam-se freqüentes.


Por Vanessa Irizaga

A falta de abrigos em paradas de ônibus traz dificuldade às pessoas que utilizam o transporte público em Araranguá. Os passageiros ficam expostos à chuva e sol enquanto esperam a condução.

A colocação de 30 coberturas em 11 bairros depende de licitação, que ainda não têm prazo para ser aberta. De acordo com o setor de engenharia da prefeitura, a estimativa é que a estrutura metálica com chapa de policarbonato custe aproximadamente R$5 mil.

“A obra deve ser custeada pelo Estado e município e vão ser feitos 30 abrigos para as paradas”, afirma o diretor do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), Geraldo Mendes.

População à espera de melhorias
As coberturas seriam instaladas nos bairros Centro, Cidade Alta, Divinéia, Taquarussu, Coloninha, Urussanguinha, Jardim das Avenidas, Jardim Cibele, Operária, Morro dos Conventos e Lagoão.

Enquanto a obra não é posta em prática, o mecânico de bicicleta Orli Ferreira conta que as pessoas ficam expostas ao tempo. “Não tem placa de sinalização, não tem abrigo. Ficam, às vezes, cinco, seis pessoas idosas esperando ônibus na chuva e no sol”, conta.

A dona de casa Aparecida Justino é moradora do bairro Lagoão há dez anos e, além da queixa sobre a falta de abrigos, há a ausência de ações para a localidade.

“O Lagoão é desprezado; falta tudo: não tem uma farmácia, e ônibus no sábado e domingo não tem! Gosto dessa cidadezinha; ainda dá para viver em Araranguá, porque não há bandidagem”, desabafa.

De acordo com dados do site da empresa Viação Cidade, há três horários de no sábado, às 8h30min, às 10h30min e a partir das 12 h30min, mas no domingo não há ônibus.

O estudante Natã Gomes Ramos explica as dificuldades de um passageiro de ônibus. “Só tem uma parada de ônibus com cobertura no bairro. Nos dias de chuva você tem que levar guarda-chuva ou ficar embaixo de um mercadinho porque não tem a proteção”, ressalta. Matéria publicada no Portal Satc.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vendedores da Paraíba tentam ganhar a vida no verão de Araranguá


Fotos: Vanessa Irizaga

 

Profissionais de regiões do Brasil rumam para o município em busca de sobrevivência.. Muitos viajam para o sul do país para evitar a alta concorrência nos estados onde moram.


Por Vanessa Irizaga

A temporada de verão atrai muitas pessoas para as praias da região sul, e vendedores ambulantes partem para os locais com o objetivo de ganhar dinheiro com a venda de mercadorias artesanais ou acessórios.

O vendedor paraibano Carlos Alexander Martiniano da Silva está trabalhando na área há dez anos e resolveu viajar para Araranguá devido à concorrência com as fábricas do estado onde morava. No entanto, ele reclama das vendas deste ano.

“Na cidade onde morava o pessoal compra mais por atacado, então temos que vender para fora. O movimento está parado por causa da chuva. O povo também anda sem dinheiro. Há dias em que eu não vendo nada”, conta.

O rapaz comercializa tapetes, mantas, toalha de mesa e rede de R$10 a R$25, 00, cada peça.

“Hoje me sinto mais araranguaense do que paraibano”
Um outro ambulante da Paraíba, Luziver Bezerra de Araújo,  sai por 90 dias e depois volta para casa para matar a saudade da família. Há dez anos, o nordestino viaja para realizar vendas e só tem elogios ao povo de Araranguá.

“É um lugar onde me adaptei bem e hoje me sinto mais araranguase do que paraibano. E os moradores são hospitaleiros. É um local onde surgem empregos devido à agricultura; não dá para reclamar”, ressalta.
Araújo vende chapéus fabricados na Bahia e óculos de sol, carteiras e outras mercadorias. Dependendo da época, consegue ganhar entre R$10 e R$50 por dia.

Dificuldade de concessão do alvará
No entanto, os ambulantes do centro de Araranguá dificilmente ganham alvará para comercializar produtos, porque se fixam em um lugar e concorrem com as lojas na disputa por clientes. A ausência de pagamento de imposto é um dos motivos de negação da licença.

Segundo o fiscal de tributo Paulo Pacheco, as pessoas que conseguem a autorização geralmente pretendem fazer comercialização ou abrir um estabelecimento nas localidades de Morro dos Conventos e Barra Velha.

“Conforme a viabilidade da proposta e da data do pedido é concedida o alvará até o carnaval. Em média de dez pessoas recebem a autorização e só de Araranguá. Os ambulantes dificilmente conseguem”, explica.
 Matéria publicada no Portal Satc.

Número de vagas ofertadas em concursos públicos tende a aumentar

Foto: WEB

Substituição de profissionais que já estão se aposentando cria necessidade de abertura de editais para suprir vagas em instituições e órgãos.

Por Vanessa Irizaga


A quantidade de vagas oferecidas em editais para concursos públicos deve aumentar e não reduzir, ao contrário do que muitas pessoas pensam devido às notícias de reavaliação de concursos como para o Senado.

Segundo o coordenador do Gabarito Curso Preparatório de Criciúma, Eliel Balonecker, haverá um número maior de vagas e não o cancelamento.

“Não haverá o cancelamento, mas as pessoas que estavam com expectativa em relação à prova acabam ficando apavoradas com as informações que acabam recebendo. O pessoal deve continuar estudando”, frisa.

Eliel acrescenta ao fato realizações de grande porte como a Copa e as Olimpíadas, que reforçam a perspectiva. “Haverá uma necessidade natural de profissionais”.

Vagas da região preenchidas por trabalhadores de outros estados
O coordenador destaca que as pessoas devem estar preparadas. “Mais de 80% das vagas em concursos para a região de Criciúma são preenchidas por pessoas de outros estados devido à falta de conhecimento e informação obtida com a mídia”, ressalta.

No Gabarito Concursos, há cursos destinados às provas dos Correios, Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), Português e Matemática, Exercícios e Área Militar.

Neste setor muitas pessoas que estudaram no local conseguiram passar em concursos, inclusive para O 28º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC).

Confira os concursos que devem sair este ano ou editais que abrirão ao longo de 2011. (Informações do site http://www.gabaritocursos.com.br/). Matéria na íntegra publicada no Portal Satc.

domingo, 20 de março de 2011

Vicentinos: o ideal da caridade praticado diariamente

Cartas ao Papai Noel são adotadas, muitas vezes, pelos Vicentinos
 
Fotos: Vanessa Irizaga


 

Congregação em Araranguá realiza ações que beneficiam famílias de baixo poder aquisitivo, levando mantimentos e oportunidades para população.


Por Vanessa Irizaga


A Ordem dos Vicentinos no município é formada por cerca de dez pessoas que realizam ações como doação de roupas e alimentos, sopão e distribuição de brinquedos em prol da comunidade carente.

Segundo o membro da irmandade Vaner Luiz Batista, conhecido como seu Vaninho, o objetivo da ordem, presente na cidade desde 1980, é fazer caridade 24 horas por dia.

“O trabalho não visa a religião e não importa qual a fé que a pessoa segue. Ninguém ganha em cima da caridade e não visa interesses próprios: o dinheiro recebido para doações vai direto para os pobres”, ressalta.

Trabalho realizado por meio de doações
Seu Vaninho conta que não tem vergonha de pedir no comércio mantimentos para doar a pessoas. Na Pároquia da Sagrada Família, um grupo de senhoras prepara quatro caldeirões de sopa, mas precisam de alimentos como galinha e verduras.

A Ordem já arrecadou dinheiro e comprou mais de 200 edredons para a população carente. Na Igreja Apostolado da Oração, os fieis doam um quilo de alimento não-perecível na 1º sexta-feira de cada mês.

Quando sobram mantimentos, os objetos são levados a locais como o albergue. E na falta de doações ou verba, Vaner compra com o próprio dinheiro alimentos ou vestuário. “Meu objetivo é não deixar a caridade morrer”, explica.

Para receber a cesta básica, a pessoa precisa comprovar que possui baixa renda e recebe uma visita ao domicílio. Quando aparece uma oportunidade de emprego para aquele cidadão, Batista avisa. Cerca de cinco famílias fixas são ajudadas por mês. Matéria publicada no Portal Satc.

Mãos que dão o brilho ao carnaval

 
Fotos: Vanessa Irizaga


Costureira faz as vestimentas da Escola Navegantes há dois anos e traz o amor e dedicação do Carnaval do Rio Grande do Sul.

Por Vanessa Irizaga

O desfile de uma escola de samba só é possível pelo trabalho de equipe e uma preparação antecipada. Cada função é importante para que a chegada na avenida seja bonita e encha os olhos do público.

A costureira carnavalesca Teresinha Ribeiro da Silva, sabe bem como é trabalhar para a folia. Há dois anos, Preta, como também é conhecida na comunidade, costura as fantasias de Carnaval para a Navegantes e tem adoração pela festa.

“Comecei a trabalhar no meio do ano passado e eu fico costurando até o último minuto para o pessoal sair na avenida. Agora, eu mesma não tenho coragem de sair, não!”, conta.

O amor pelo carnaval começou no Rio Grande do Sul, quando Teresinha participava da Escola Unidos do Capão. “Eu acho que é um orgulho, porque a gente vê alguém desfilando com a roupa que nós fizemos. Costuro para homem e mulher. Para a escola, eu trabalho com o coração”, destaca.

A senhora, além de costurar, também é cozinheira. Matéria publicada no Portal Satc.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Emoção e orgulho em participar da folia

Foliã pula o carnaval há três anos com bloco reunindo amigos no Arroio do Silva. A sensação de estar pisando na avenida motivou a entrada para escola de samba.

FOTOS: Vanessa Irizaga

Gilsane


Por Vanessa Irizaga



A professora universitária Gilsane Beretta, não aguentou ficar só na platéia da Avenida Getúlio Vargas, local dos desfiles. A docente, natural de Nova Veneza, transferiu-se para o município para morar mais perto do trabalho e sempre gostou de assistir ao desfile.

“A gente participava só observando o carnaval e a alegria começou a motivar e deu vontade de participar. Fomos – ela e o marido – convidados a fazer parte da ala. A empolgação de desfilar não tem comparação, não consigo descrever a emoção: é como se pegasse a alegria do povo, sentisse”, revela.

O bloco assim como o enredo aborda a Arrancada de Caminhões. O grupo reúne amigos e alguns professores e alunos do curso de psicologia de uma faculdade do sul de Santa Catarina. O nome do bloco é Esucrinando.

Luta e correria para colocar escola na Avenida

A Escola Navegantes quase não desfilou esse ano por falta de recursos. A comunidade incentivou e ajudou para que o carnaval dos integrantes fosse possível no Balneário Arroio do Silva.


Fotos: Vanessa Irizaga



Por Vanessa Irizaga


Correria até o último instante. A Escola de samba Navegantes levou alegria à multidão que assiste o desfile dos 400 integrantes todos os anos.

A preparação para o grande dia começa dois meses antes e a comunidade da Zona Nova Sul, no Arroio do Silva, entra no clima de carnaval. Segundo a matriarca da família Passos, e uma das coordenadoras da Navegantes, Santina Silveira Passos, a manhã dos integrantes inicia no horário normal, mas as horas que antecedem o desfile são de correria para deixar tudo em ordem.

“É um dia normal, e aqui em casa, às 7h20min já estão todos acordados. É muito trabalho, mas no final dá tudo certo. Eu fico na coordenação, não desfilo, mas gosto de ver a escola passar’, conta.

A tradicional escola surgiu do desejo da existência uma escola de samba no município e foi fundada por Inácia Maria, Maria Célia dos Santos, Maria Onésia, Raul, José Antônio, Pedro Ivo e Santina Passos.

Recursos para desfilar
No entanto, a Escola que nasceu com o Carnarroio há 15 anos, enfrenta o problema para conseguir reunir recursos para a realização do carnaval. O presidente, Pedro Ivo Passos, tenta angariar fundos com a realização de bingos e parcerias para levantar o dinheiro necessário para custear o desfile.

A prefeitura ajuda com parte da verba e os comerciantes também, mas não quita o valor. “Para realizarmos um carnaval decente – custear as roupas, blocos - precisamos de R$17 mil”, expõe.

Segundo a matriarca da família Passos e uma das coordenadoras da Navegantes, Santina Silveira Passos, a população ficou decepcionada com a notícia da possibilidade da escola não participar do o desfile.
“Não é fácil custear, é muito caro! Não tem como deixar a Escola não passar na Avenida. É muito emocionante ver o pessoal desfilando!”, ressalta.

Construção da sede é um dos planos a serem alcançados
A Navegantes não possui sede nem galpão para ensaios ou armazenamento de fantasias. Um dos desejos dos membros é a construção de um local apropriado.

“A gente está tentando fazer uma sede para reuniões e bingos durante o inverno e para que as coisas não saiam tão atropeladas. Esperamos que deputados, vereadores e a prefeitura possam ajudar. A esperança é a última que morre; pode ser que a gente chegue lá”, explica dona Santina.

A Escola de Samba Navegantes desfilou no domingo (6), no Arroio do Silva.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fixação da barra do Rio Araranguá promete alavancar turismo e evitar cheias


Foto: Gustavo Silveira Neto

A obra vai começar este ano e promete contribuir para a atividade pesqueira e inibir alagações nas comunidades ribeirinhas do município.

Por Vanessa Irizaga
A fixação dos Molhes da Barra do rio Araranguá vai ser iniciada até junho deste ano.  De acordo com o secretário municipal de administração, Daniel Viriato Afonso, a obra é uma parceria do município com o Governo Federal e deve custar R$28 milhões.
 “O canal do rio será ampliado e terá maior vazão, incentivando assim a atividade pesqueira e turismo”, explica. A fixação, ao mesmo, deve reduzir as ocorrências de cheias que atingem, principalmente, a população ribeirinha.
“O projeto inicial da Barra é de 1993, mas vai ser reformulado porque as tecnologias atuais podem dar uma projeção mais correta. A Caixa Econômica Federal (CEF) avalia e vamos licitar a obra. Temos que começar até junho”, afirma o secretário executivo da administração, Fernando Marcelino.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Trabalho em conjunto promove cultura a diferentes gerações e públicos

Foto: Divulgação

Grupo de voluntários que reúne, entre os membros, professores e colaboradores de universidades realiza ações voltadas para a educação

Por Vanessa Irizaga

O acesso à cultura com a chegada da internet tornou-se ainda mais fácil, mas ainda sim há pessoas que, por falta de dinheiro ou costume, não têm o hábito de ler ou assistir a uma peça de teatro.

Cerca de 20 pessoas com o objetivo de promover iniciativas gratuitas que levassem cultura à comunidade resolveram criar um grupo em Araranguá para pôr em prática as atividades. APonte! - Rede de Educadores Livres existe oficialmente há nove meses, mas os integrantes se encontravam a alguns anos nos eventos realizados.

As principais ações são oficinas gratuitas realizadas em escolas, manutenção do site para ampliação do trabalho e sessões de cinema abertas a toda população.

Inclusão da comunidade pelas ações culturais
Segundo o membro e professor universitário, Werther Serralheiro, a meta dos voluntários é fazer com que a comunidade tenha mais acesso a oportunidades culturais e que a educação em si seja encarada de forma diferenciada.

“Acreditamos que a região pode vir a prosperar não só economicamente, mas socialmente, se as pessoas também intensificar os contatos das redes sociais que freqüentam – e não são as que pertencem à internet e sim do convívio real”, ressalta.

O grupo mantém parcerias com o Bairro da Juventude, além de um projeto com um professor de Portugal.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Retrato da comunidade pelo olhar da juventude

Foto: Vanessa Irizaga

Adolescentes da Instituição Casa da Fraternidade farão filme para contar a história do bairro Lagoão, em Araranguá. A iniciativa é uma das ações do Ponto de Cultura que funciona no local.


Por Vanessa Irizaga


Os jovens a partir de 12 anos vão realizar um documentário sobre a localidade, com enfoque na história e no aspecto rural em 2012. A atividade é um projeto do Ponto de Cultura da Casa da Fraternidade. Um professor irá ministrar e orientar o projeto.

Os alunos vão ter aulas de edição, roteiro, entre outras noções para a realização da película. “Os jovens vão se preparar com oficinas de interpretação, roteiro, para no próximo ano, fazer o documentário”, conta a diretora da Casa, Cátia Hann.

Produtos Naturais: alimentos contribuem para vida mais saudável


Fotos: Vanessa Irizaga


Grãos, ervas, cereais e ração humana podem trazer benefícios desde emagrecimento até o aumento no bem-estar do corpo.


Por Vanessa Irizaga

Muitas pessoas estão optando em comprar produtos naturais para ter mais qualidade de vida e, dessa forma, evitar os problemas ocasionados por uma alimentação pobre em vitaminas, proteínas e sais minerais.

O sócio-proprietário da loja Naturalys, Henrique Pereira Canella, conta que os homens procuram mercadorias naturais porque muitos praticam atividade física. Já as mulheres buscam os produtos devido à preocupação com a estética e com a saúde.

“A clara de ovo é sugerida para quem faz exercícios físicos, mas é necessário comprar um sabor para misturar e fazer uma batida. Farinha de maracujá é indicada para quem faz dieta para emagrecer e para diabéticos. Uma senhora veio procurar porque a médica falou para comprar a farinha”, conta.

Ração Humana
“As pessoas estão se forçando em adotar alimentação mais natural”, afirma. E o rapaz ressalta ainda. “A ração humana sai bastante, mas o nutricionista deve ser procurado, porque há pessoas que não podem ingerir determinadas substâncias”, esclarece.

A ração humana virou mania em 2010. Muita gente aderiu a nova maneira de se alimentar em busca de uma vida saudável ou de um corpo perfeito.

“A ração que produzimos é a mistura de vários ingredientes, leite de soja, por exemplo. Tem pessoas que vão ao nutricionista e trazem uma folha com as substâncias da receita e nos repassa”, explica o gerente. 
Segundo Canella, so benefícios da ração são a melhora na disposição e funcionamento do intestino.

Grãos, Sementes e Ervas
A quinoa possui qualidades aprovadas pela Nasa para integrar a dieta dos astronautas em missões espaciais.O produto ajuda no controle da glicemia e níveis de colesterol. No estabelecimento, é vendido em grãos e flocos.

Conforme o gerente, o pólen de abelhas é mais caro, mas combate o envelhecimento. De acordo com Canella, já a amêndoa é indicada para estudantes, porque estimula a memória.

A Semente de Sucupira pode ajudar a emagrecer e o produto deve ser esmagado antes de colocado para a fervura, porque contém uma casca dura. Geralmente, o chá é usado no combate às dores musculares, urticária, reumatismo e outras doenças.

De acordo com Canella, as ervas mais vendidas são a de chá-verde e casca de noz, ambas para a redução do peso. A Bichinha do Norte deve ser fervida e depois inalada para ajudar no tratamento da sinusite.

 Confira os preços dos produtos desta reportagem


Tabela de Preços
ProdutoPreçoPeso
Amêndoa (semente)R$5,80100 gramas
Bichinha do Norte (semente)R$3,8050 gramas
Casca de Noz (erva)R$2,00100 gramas
Chá-Verde (erva)R$5,00100 gramas
Farinha de Clara de ovoR$5,50100 gramas
Farinha de MaracujáR$3,50100 gramas
Pólen (flocos)R$15,00100 gramas
Quinoa (flocos ou grãos)R$3,80100 gramas
Ração HumanaR$12,00600 gramas
Semente de SucupiraR$7,00100 gramas

Lixo Eletrônico de escolas municipais terá destino certo



Fotos: Vanessa Irizaga

 

Carcaças de computadores e outros objetos serão recolhidos pela administração e mandados para as capitais catarinense e gaúcha. Se houver sucesso, a iniciativa pode se estender para a população em geral.


Por Vanessa Irizaga


Monitores, teclados, chips e demais materiais eletrônicos que têm defeito ou estão estragados nas escolas municipais devem ser recolhidos pela prefeitura e enviados a Florianópolis ou Porto Alegre. A medida será realizada quando o ano letivo deste ano tiver início.

De acordo com a coordenadora de projeto da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, Sílvia Ceron, há 12 escolas municipais e muitas instituições de ensino fundamental são beneficiadas pelo Programa nacional de Informática na Educação (ProInfo).

Os estabelecimentos ganham laboratório de informática ou apresentam computadores.

“O ProInfo não dá computadores ao ensino básico (anos iniciais), então as escolas infantis reaproveitam micros já usados pelos estabelecimentos de ensino. As escolas contempladas ganharam novos equipamentos e estão se desfazendo dos computadores estragados, sem reaproveitamento”, explica.

Quanto aos micros com defeito das escolas e órgãos estaduais, o material é recolhido e enviado a Florianópolis para ser leiloado.

Iniciativa
A prefeitura recolheu também computadores com falhas dos setores internos como secretarias para mandar para um local apropriado. O lixo eletrônico existente na administração vai encher um caminhão, conta o engenheiro agrônomo, Luiz Leme.

“Temos que cadastrar - cada material vem com um número de identificação - para fazer a relação dos equipamentos. Se der certo, tentaremos abrir a campanha para outras instituições. Uma sugestão de projeto seria orientar a comunidade para se dirigir a um espaço apropriado na prefeitura e trazerem o computador com defeito”, afirma o profissional.

Responsabilidade ambiental
Leme destaca a responsabilidade das empresas em dar um destino correto à mercadoria que produzem. “As indústrias têm que se preocupar com o local para onde vai o produto que fabricam. A Coca-Cola, por exemplo, está voltando a fabricar a garrafa de vidro retornável, mesmo comercializando a embalagem de plástico”, explica.