domingo, 29 de maio de 2011

Ídolos: Uma paixão avassaladora de multidões do mundo todo


Bianca coleciona imagens de Luan e não se cansa de admirá-las.
O desenho de Michael que Canver na porta do guarda-roupa
 

Fotos: Vanessa Irizaga
  

 

Pessoas de todas as idades possuem ou já tiveram personalidades de quem gostavam ou se diziam tietes. No entanto, como explicar a razão do amor por artistas ou celebridades?


Por Vanessa Irizaga

Todo cantor, ator, escritor ou demais nomes notórios têm fãs, pessoas que não se cansam em demonstrar o carinho, admiração e devoção aos ídolos.

A motivação que faz alguém gostar tanto de um artista pode estar ligada ao talento, identificação e até considerar a pessoa como modelo de comportamento.

Luan Santana: o “meteoro” da música sertaneja
Bianca da Cunha da Silva é fã há um ano do cantor Luan Santana e se tornou tiete quando viu, pela primeira vez, o rapaz no programa Domingão do Faustão. “O que me chamou a atenção foi a beleza, o jeito de cantar e o carisma, e acho que é isso que atrai as mulheres”, explica.

A menina tem 284 imagens de Santana no computador, e a área de trabalho do micro também tem uma foto dele. “Pretendo em ir a vários shows e, se possível, entrar no camarim. Quando vejo o Luan na tevê, começo a gritar ‘lindo’!”, conta.

Para a garota, o jovem é uma pessoa boa, que têm fé e é um “bom partido”. “Ele é romântico e eu gosto de rapaz assim”. E Bianca é ciumenta em relação ao ídolo.
“Espero que ele não esteja namorando nenhuma. Se estiver, paciência, mas enquanto não arruma, eu estou aqui”, brinca.

Michael: o eterno rei do pop
Felipe Canever Fernandes não vai mais poder conhecer o ídolo. O garoto é fã há quase cinco anos de Michael Jackson e começou a se interessar devido a um jogo que continha músicas do norte-americano.
“Ele era um grande artista e revolucionou todo um gênero, mas não só na música. E com Thriller, Michael mostrou um novo jeito de fazer clipes, que é contar uma história”, ressalta.

Canever conta que foi ouvindo as composições que começou a gostar de música. E considera o cantor um exemplo de pessoa, porque tinha a vontade de mudar o mundo, ajudar as pessoas e fundou até uma instituição para arrecadar fundos para crianças pobres.

Quanto a acusações de abusos, o rapaz acha que o cantor era até ingênuo, e não acredita que garotos tenham sido molestados. Segundo Felipe, Michael não via problema em dividir a cama com meninos ou meninas, mas apenas para estar perto de jovens e relembrar a infância.

O episódio da “sacada”, onde Jackson pega o filho e mostra para um multidão do alto do prédio, o garoto diz que foi uma forma de saciar a vontade dos fãs, mas admite que não faria isso.

O jovem diz que ouve as músicas do astro, tais como “Cry”, “Money” e “Dirty Diana”- uma das favoritas-, 24 horas por dia. No dia em que foi noticiado que o rei do pop tinha morrido, Canever não acreditou no primeiro momento, e hoje lamenta a morte.

“Foi uma perda muito grande para a cultura. E fã que é fã fica chateado, porque pensa que nunca mais vai vê-lo. Com o tempo, a imagem do cantor vai se dissipando, mas a música continua viva, assim como a influência sobre outros artistas, as raízes que criou”, destaca.

Adoração de um ídolo é saudável, mas não pode virar fanatismo
A psicóloga Patrícia Nunes Serafim afirma que gostar de uma pessoa como um artista, por exemplo, é natural e faz parte do processo da formação da personalidade.

“É saudável, mas a partir do momento que a pessoa vive voltado apenas para aquele tipo de coisa passa a ser uma doença e pode ultrapassar os limites, como as torcidas organizadas, por exemplo, que prejudicam outras pessoas e até matam”, alerta Patrícia.

Segundo a profissional, tem pessoas que copiam os trejeitos e modo de vestir dos ídolos, passando a querer viver outra vida. “Tem gente que assume a identidade do idolatrado para preencher uma lacuna na própria vida. O adolescente na busca por identificação absorve coisas que não são dele e toma como se fosse”, esclarece.

E a psicóloga lembra: “você pode gostar dos ídolos, mas sem fanatismo”, destaca.
Reportagem publicada no Portal Satc.

Mensagens em madeira é o ganha-pão de artesão



Fotos: Vanessa Irizaga

Artista natural do Oeste de Santa Catarina passeia por cidades em busca de encomendas.


Por Vanessa Irizaga


O calçadão de Araranguá atrai sempre vendedores de regiões do nordeste do país e de localidades do Estado. O artesão Valmor Schwarz vende placas de madeira com mensagens inscritas. O ambulante faz o trabalho sob encomenda.

“Quem geralmente compra é quem passa, gosta e acaba levando. Sai bastante para casal de namorados que faz a plaquinha para guardar de lembrança”, explica.

Schwartz é natural de São Miguel do Oeste, mas há dois anos não retorna ao município. O ambulante trabalha há oito anos com o ofício e aprendeu sozinho a confeccionar o artesanato feito em madeira de farel, material usado em móveis.

Cada plaquinha custa entre R$10 e R$30,00 dependendo do tamanho. O artista também faz placas para fazendas. No município, porém, não vendeu muito.

“Vendo mais em Florianópolis e Camboriú”, conta. Mesmo no inverno, ainda há ambulantes pela cidade tentando ganhar a vida. Reportagem publicada originalmente no Portal Satc.

Automutilação: como identificar possíveis sintomas da doença

Imagem meramente ilustrativa. Foto: Vanessa Irizaga.

 

A doença é mais comum no sexo feminino e tem causas ligadas à depressão e ao ambiente familiar. A pessoa que pratica a ação precisa de acompanhamento de um profissional.


Por Vanessa Irizaga


A automutilação é um mal que atinge mais mulheres adultas e meninas entre os 12 e 18 anos. A doença é uma forma de minimizar uma dor ou diminuir a ansiedade sentida por pessoas que machucam o próprio corpo em busca de, muitas vezes, atenção. A cantora Demi Lovato cancelou os shows de sua turnê e internou-se em uma clínica para tratar da doença. A moça praticava a automutilação desde a pré-adolescência, e desgastes emocionais só agravaram o problema.

Família e a origem do problema
Segundo a psicóloga Moramei E. de Moraes, as causas que levam alguém à auto-agressão são um ambiente familiar frágil. A indiferença da família em relação ao portador da doença é a pior maneira de encarar os fatos.

“A família prefere não enxergar a resolver a situação. Há casos em que a mãe toma remédio anti-depressivo, o pai se enterra no trabalho e o filho faz auto-mutilação para chamar a atenção de que tem algo que não está bem naquela família”, explica.

Atenção aos sinais
Os sintomas visíveis que o problema pode estar ocorrendo são: o uso de roupas em desconexão com o tempo, como por exemplo, andar de blusa de manga comprida em um dia quente; e o uso de munhequeiras para esconder cortes.

A psicóloga orienta que os pais devem olhar o quarto do filho e observar se no local há objetos como estiletes e giletes. As partes do corpo comumente agredidas são o pulso e a sola do pé.
“Algumas coisas eu percebo que são sintomas de auto-agressão. Tatuagem e piercing são coisas normais, mas vi uma menina que tinha furado as bochechas com brincos. Você já vê que não é algo para a estética”, comenta.

Apoio é essencial para sucesso do tratamento
De acordo com Moramei, a pessoa precisa fazer a terapia com um psicólogo uma vez por semana e as sessões duram de 50 minutos a uma hora. Se verificado que há questões orgânicas envolvidas, como falta de apetite, é recomendável a visita ao psiquiatra.

“É importante a participação da família para o término do tratamento. Os familiares devem voltar o olhar para a pessoa: dar afeto e promover o diálogo. Há meninas que têm mais espaço para falar com a vizinha do que com a mãe!”, ressalta. Reportagem originalmente publicada no Portal Satc.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Comunidade terá rodovia pavimentada depois de longa espera



Fotos: Vanessa Irizaga

 

Trecho de estrada em Araranguá receberá calçamento ainda este ano. Se a prefeitura não cumprir com o prometido, a Associação de Moradores do bairro fará ações como fechamento da rua.


Por Vanessa Irizaga

A espera de mais de dez anos pela pavimentação da rodovia municipal Carlos Cardoso pode chegar ao fim, minimizando problemas tanto sociais quanto econômicos da comunidade do bairro Lagoão, em Araranguá.

A estrada mede quase sete quilômetros e dá acesso a bairros com Mato Alto e Divinéia. A via receberá pavimentação em um quilômetro da extensão. Os moradores vão decidir qual será a parte calçada em uma futura reunião na Associação de Moradores do Lagoão (AMA).

Segundo o membro da Associação e diretor do Departamento de Cultura de Araranguá, Jair Anastácio, a melhoria na via foi garantida pelo vice-prefeito da cidade, Sandro Maciel, e a medida irá valorizar o bairro todo.

“O principal benefício é a qualidade de vida para os habitantes. Em relação à economia, as duas extremidades da estrada dão acesso ao bairro e várias empresas dependem da estrada para transportar os produtos. A pavimentação também é uma questão de saúde, porque há moradores que acabam desenvolvendo doenças”, destaca.

Barro e muita poeira
A dona de casa Juliana Orácio conta que com a chuva forte não é possível sair de casa de tanto barro que se acumulara na estrada.

“Hoje o chão está firme, mas no ano passado, você pisava e afundava o pé. Na noite em que choveu muito, uns 15 carros atolaram e meu marido teve que ajudar”, lembra. Juliana reclama da poeira que acaba indo direto para a casa onde mora.

Moradores vão esperar até a metade do ano, depois vão tomar providências
Jair ressalta que até o meio deste ano a associação vai esperar o início dos trabalhos. Se nada ocorrer, os moradores vão agir.

“Estamos no aguardo para ver se, de fato, a prefeitura vai cumprir com a promessa. Se a obra não for feita, tomaremos providências, como fechamento da rua e levar a população para o meio da estrada para chamar a atenção dos órgãos competentes”, frisa.
Reportagem publicada no Portal Satc. 

Entretenimento e saber ao alcance da comunidade


Fotos: Vanessa Irizaga

 Biblioteca Municipal de Araranguá cria alternativa para possibilitar leitura à população e, ao mesmo tempo, não superlotar as prateleiras com livros já existentes no acervo.


Por Vanessa Irizaga

As pessoas que já têm o hábito de ler ou desejam iniciar este hobby podem passar na Biblioteca Municipal Luiz Delfino e pegar para si exemplares disponíveis na seção “Pegue e Leve”.

Há livros didáticos, de ficção, auto-ajuda e revistas. Não está estipulada uma quantia de obras que cada pessoa pode levar. Muitos pais trazem para casa publicações para ajudar os filhos com o dever.
Segundo a bibliotecária Fabiana Daniel, cerca de dez pessoas por dia pegam livros.

“Muita gente faz doação e nós não temos espaço, então ficamos somente com o que é realmente importante. A intenção é fazer o livro circular e não ficar retido em uma casa, em uma biblioteca, porque como já temos exemplares iguais, ninguém pegaria empréstimo de obras repetidas”, explica.

A biblioteca também faz troca-troca de livros nos Sábados Mais e coloca uma banca no evento.
Reportagem publicada no Portal Satc.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Grafite: expressão artística das ruas


Foto: http://bdfgrafit.blogspot.com/




Fotos: Vanessa Irizaga

 
Foto: http://blogdac30villalobos.blogspot.com/

Foto: http://www.clickfozdoiguacu.com.br/


Grupos que realizam a arte são pacíficos e pintam com a autorização do poder público. A pintura ganhou força na década de 70, mas atualmente os artistas convivem com o preconceito por causa das pessoas que picham locais nas cidades.


Por Vanessa irizaga

A arte do grafite pode ser observada em cidades como Porto Alegre, no paredão próximo à Praça do Gasômetro, e em Criciúma, no bar Espaço Magenta. A pintura é uma forma atual de expressão dos centros urbanos, realizada por fãs de hip hop e skatistas.

A arte das ruas é confundida com vandalismo
O grafite tomou força na década de 70, na cidade de Nova York, Estados Unidos, onde começou a ser difundida. No entanto, há registros de técnica semelhante no Império Romano.

Atualmente, o grafite sofre preconceito por parte da comunidade devido a pichações realizadas principalmente por jovens. Segundo a educadora da área de artes, Juliana Natal, o grafite tem diferenças importantes em relação às pichações.

“A arte quer passar uma mensagem e não agredir a população. Os grupos são pacíficos, o que não acontece na pichação, onde há uma disputa em relação a quem vai pichar o prédio mais alto, não estão preocupados com o desenho, com a cor e com a busca pelo belo”, explica.

A docente ressalta ainda que as pinturas têm foco na arte, enquanto a pichação é poluição visual. “A população confunde e tem preconceito. O caminho é conseguir que a técnica apareça na mídia”, frisa.

Técnica não tem espaço de destaque na cidade
Os artistas só pintam com a autorização do poder público. Para Juliana, a prática ainda está engatinhando em Criciúma e aponta São Paulo como o grande centro desta arte urbana.

A professora realizou um projeto com alunos da Satc que consistia na pintura de bancos, inspirada no grafite. “Não fizemos os bancos com spray, mas fizemos uma leitura do que seria o grafite, expressando as necessidades do educando”, conta.

Reportagem publicada originalmente no Portal Satc.

Dedicação e persistência para alcançar o sonho da estabilidade


Jair dedicou-se e conseguiu atingir seu objetivo.
Foto: Vanessa Irizaga


 

Novos concursos aguçam a vontade de muitas pessoas em conseguir um emprego, estabilidade ou mudar de trabalho. Para passar nas provas, além do preparo, é necessário determinação.


Por Vanessa Irizaga

A estabilidade do emprego público atrai pessoas em busca dos benefícios como carteira assinada, plano de saúde, férias garantidas, entre outros aspectos que variam entre instituições ou órgãos. Dois fatores podem ser decisivos para o candidato conseguir ir bem nas provas: a preparação e a persistência. O carteiro Jair Miranda, prestou um concurso público e passou.

“Resolvi fazer incentivado por um amigo. O fator que mais me chamou a atenção é que o teste exige meu nível de escolaridade. Além disso, oferece um salário digno para realizar meus projetos de vida”, explica.
Jair estudava seis dias por semana e de três a quatro horas por dia, em média. Começou a estudar há um ano para a prova. “Estou li muito, e não procurei fazer nenhum cursinho, pois não encontrei nenhum que suprisse as necessidades do concurso”, conta.

Dicas
O ideal é se dedicar de três a seis meses para se classificar em um concurso. A escolha de uma região com menos concorrência pode facilitar o bom resultado.

Segundo a diretora da QI Concursos Criciúma, Nilsa Santos da Rocha, as pessoas se saem melhor se estudarem trocando dúvidas com outras pessoas ou com o auxílio de um professor. “Você tira dúvidas e é bom, especialmente para as pessoas que já terminaram o ensino médio para relembrarem o conteúdo. No curso, os alunos refazem as provas anteriores”, explica.

Nilsa destaca, que a leitura de revistas e jornal é importante para o candidato estar atualizado sobre os assuntos do momento. E é importante não sobrecarregar no tempo destinado ao estudo.

“O concurso é sempre realizado nos domingos e não se deve estudar na véspera. As pessoas devem descansar no dia anterior. Na prova, fazer tudo o que sabe primeiro”, frisa.

Reportagem originalmente publicada no Portal Satc.

sábado, 16 de abril de 2011

Vegetarianismo: mais do que uma forma de alimentação, um estilo de vida

Victor é vegetariano por opção.


Farinhas e proteínas são componentes da dieta natural.
Fotos: Vanessa Irizaga

 

Pessoas preferem abdicar da carne vermelha e certos alimentos para manter uma dieta rica em proteínas e alimentos naturais para ter uma boa saúde.


Por Vanessa Irizaga

Muita gente não come carne e produtos de origem animal como leite, ovos ou embutidos e substitui os alimentos por outros como a soja, cereais, legumes, verduras e frutas.

Os adeptos ao estilo são chamados de vegetarianos, mas há diferentes grupos, como por exemplo, pessoas que não ingerem carne, mas comem derivados do leite e carne branca, como peixe. E há os mais radicais, que não se alimentam de nenhum produto proveniente de bichos.

Consciência e busca pelo corpo saudável
Victor Medeiros Costa é vegetariano há dois anos. Ele parou de consumir carne vermelha devido a problemas no estômago, mas também porque começou a sentir pena dos animais. Victor foi a uma nutricionista e pesquisou informações sobre alimentos para vegetarianos.

O rapaz está acostumado a seguir uma dieta mais natural e afirma que não sente mais vontade de comer carne vermelha. O peixe, porém, não está descartado da alimentação.

“Seu organismo fica mais saudável e quando você não come carne vermelha, pode evitar gordura. O vegetariano tem que comer proteína todo o dia”, explica.

A dieta de um vegetariano
No café da manhã, Victor bebe um suco natural ou de soja e come um sanduíche com queijo, um pão-de-ló ou bolo. Sempre depois dessa refeição, ele ingere uma fruta, como abacaxi ou laranja.

No almoço, o cardápio, se vai à academia, é peixe, pelo menos uma vez por semana, porque o tofu (queijo de soja) não vai estimular o crescimento. No prato tem ainda rúcula, alface, agrião, manga, arroz integral, abacaxi, queijo e soja. O alimento em flocos é misturada com molho de tomate ou transformada em guisado. O bife de soja também é outra forma de consumo.

No café da tarde, o jovem come quase os mesmos alimentos que no período da manhã, mas toma café preto. No jantar, come uma massa ou miojo com ovo cozido, salada, legume e gosta de misturar frutas e verduras. Ele toma pelo menos 1 litro de água por dia e muito suco.

Victor destaca que toma suplemento para conseguir ficar mais forte. “O vegetariano vai ter massa muscular, mas mesmo tomando suplemento vai passar mais trabalho para ganhar músculo”, explica.

Pesquisa de preços
O valor de produtos naturais pode ser talvez mais caro, mas tem vantagens. Na loja Naturalys, em Araranguá, a proteína texturizada de soja para bifes e a proteína isolada de soja para shakes e batidas custa R$5,00 cada 100 gramas.

A linhaça regula o colesterol e funciona como laxante e o preço é R$2,20 por 100 gramas. O arroz integral de 1 kg é R$3,90 e a granola custa R$1,30, por 100 gramas também.
Para que quer saborear uma sobremesa, a loja vende biscoitos de fibra por R$2,00 e salgadinhos de alho e missô ou queijo por R$2,30.

Cardápio balanceado e acompanhamento médico
De acordo com a nutricionista Letícia Nino D. Sánchez, a dieta de um vegetariano deve ser a mais variada, com o consumo de ovos, leite e proteína texturizada de soja, além de frutas, verduras e legumes.

Para a nutricionista, a soja não se iguala à carne. Há nutrientes com a vitamina B12 que não são encontradas em vegetais. O ideal é complementar a soja com outro alimento.

“Nem todo mundo pode ser vegetariano; crianças, em fase de crescimento, e nem pessoas que têm câncer e estão em tratamento. Quem pretende ser, precisa fazer avaliação para mudar o cardápio e exames periódicos de seis em seis meses, após a decisão”, lembra.

Reportagem publicada no Portal Satc.

Trecho inacabado da Avenida 15 de Novembro será concluído neste ano

Parte da estrada deverá ser pavimentada ainda em 2011, desafogando o tráfego de veículos da Avenida Sete de Setembro e melhorando o desenvolvimento da cidade.



Fotos: Vanessa Irizaga
Parte da estrada deverá ser pavimentada ainda em 2011, desafogando o tráfego de veículos da Avenida Sete de Setembro e melhorando o desenvolvimento da cidade.

Por Vanessa Irizaga

O trecho da 15 de Novembro localizado entre os bairros Aeroporto e Lagoão, será pavimentado ainda este ano. A ação trará benefícios tanto para os moradores, que sofrem com o estado da estrada, quanto aos demais habitantes da cidade, que terão uma via de acesso fácil à localidade.

A estrada deve receber sinalização e uma ciclovia. A obra deve custar R$10 milhões, mas ainda não passou por processo licitatório.

Para a moradora Antônia Figueiredo, o calçamento na estrada vai beneficiar a região que há tempo sofre com problemas nas ruas esburacadas do bairro.

“Quando chove, os carros não respeitam e acabam sujando e ainda tem risco de um veículo ir para cima da gente”, relata.

O carteiro Hélio Rocha aponta a ausência de sinalização na estrada como mais um dos problemas.
“O trecho é muito esburacado e à noite é perigoso porque não tem iluminação. Para os moradores vai valorizar o lugar e para o restante da cidade será uma via de acesso rápido, porque terá asfalto”, explica.

Trânsito da Sete desafogado
O tráfego de veículos da Avenida Sete de Setembro será desafogado com a pavimentação na 15 de novembro. Devido ao costume, e por ser calçada, a estrada é o principal acesso que os motoristas possuem para chegar aos bairros. Cerca de cinco mil carros trafegam por dia na via.

Além do trecho descrito, há um projeto que idealiza a pavimentação da via da rua Dorvalina Broca, Lagoão/Mato Alto, até o bairro Polícia Rodoviária. No total, os custos da obra chegam a R$ 25 milhões.
Segundo o secretário municipal de administração, Daniel Viriato Afonso, a obra integrará a comunidade.

“Ainda é apenas um projeto, mas o foco é ampliar o acesso da população da localidade ao centro do município”, explica.

Matéria publicada no Portal Satc http://migre.me/4gjTo.

Rinite Alérgica: mudança do clima e contato com poeira desencadeiam sintomas

 

Foto: Jornal Cidade

Limpeza da casa pode diminuir riscos de agravamento dos sintomas comuns como coceira e espirro.


Por Vanessa Irizaga

O inverno e a primavera são épocas propícias para o aparecimento dos sintomas da rinite alérgica, tais como coriza, coceira e espirros. As mudanças bruscas do tempo podem estimular as aparições.

De acordo com o otorrinolaringologista Ronaldo Costa, a melhor forma de combate ao agravamento do quadro é a limpeza da casa. “Não ter muitos objetos que acumulem poeira como tapetes e bichos de pelúcia ajuda bastante. O quarto de quem tem rinite alérgica precisa ser arejado e é necessário virar o colchão e limpar bem a cama, livros e revistas”, ressalta.

Fora de casa, porém, é mais difícil seguir as recomendações devido ao contato com poluição. “O choque térmico do corpo, que estava em um lugar frio com ar condicionado e vai para um ambiente de calor facilita o aparecimento dos sintomas”, lembra.

Ainda, segundo o médico, o tratamento para rinite é à base de medicamentos, mas pode ser mais eficaz se iniciado antes de abril e de outubro, mas o procedimento varia de pessoa para pessoa.

Reportagem publicada no Portal Satc http://migre.me/4gjOA .

terça-feira, 22 de março de 2011

Cobertura das paradas de ônibus sem previsão para serem realizadas


Foto: Muitas paradas não têm abrigos muito menos sinalização

População sente-se prejudicada com a falta da proteção principalmente em épocas como a atual em que a chuva e o calor excessivo tornam-se freqüentes.


Por Vanessa Irizaga

A falta de abrigos em paradas de ônibus traz dificuldade às pessoas que utilizam o transporte público em Araranguá. Os passageiros ficam expostos à chuva e sol enquanto esperam a condução.

A colocação de 30 coberturas em 11 bairros depende de licitação, que ainda não têm prazo para ser aberta. De acordo com o setor de engenharia da prefeitura, a estimativa é que a estrutura metálica com chapa de policarbonato custe aproximadamente R$5 mil.

“A obra deve ser custeada pelo Estado e município e vão ser feitos 30 abrigos para as paradas”, afirma o diretor do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), Geraldo Mendes.

População à espera de melhorias
As coberturas seriam instaladas nos bairros Centro, Cidade Alta, Divinéia, Taquarussu, Coloninha, Urussanguinha, Jardim das Avenidas, Jardim Cibele, Operária, Morro dos Conventos e Lagoão.

Enquanto a obra não é posta em prática, o mecânico de bicicleta Orli Ferreira conta que as pessoas ficam expostas ao tempo. “Não tem placa de sinalização, não tem abrigo. Ficam, às vezes, cinco, seis pessoas idosas esperando ônibus na chuva e no sol”, conta.

A dona de casa Aparecida Justino é moradora do bairro Lagoão há dez anos e, além da queixa sobre a falta de abrigos, há a ausência de ações para a localidade.

“O Lagoão é desprezado; falta tudo: não tem uma farmácia, e ônibus no sábado e domingo não tem! Gosto dessa cidadezinha; ainda dá para viver em Araranguá, porque não há bandidagem”, desabafa.

De acordo com dados do site da empresa Viação Cidade, há três horários de no sábado, às 8h30min, às 10h30min e a partir das 12 h30min, mas no domingo não há ônibus.

O estudante Natã Gomes Ramos explica as dificuldades de um passageiro de ônibus. “Só tem uma parada de ônibus com cobertura no bairro. Nos dias de chuva você tem que levar guarda-chuva ou ficar embaixo de um mercadinho porque não tem a proteção”, ressalta. Matéria publicada no Portal Satc.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vendedores da Paraíba tentam ganhar a vida no verão de Araranguá


Fotos: Vanessa Irizaga

 

Profissionais de regiões do Brasil rumam para o município em busca de sobrevivência.. Muitos viajam para o sul do país para evitar a alta concorrência nos estados onde moram.


Por Vanessa Irizaga

A temporada de verão atrai muitas pessoas para as praias da região sul, e vendedores ambulantes partem para os locais com o objetivo de ganhar dinheiro com a venda de mercadorias artesanais ou acessórios.

O vendedor paraibano Carlos Alexander Martiniano da Silva está trabalhando na área há dez anos e resolveu viajar para Araranguá devido à concorrência com as fábricas do estado onde morava. No entanto, ele reclama das vendas deste ano.

“Na cidade onde morava o pessoal compra mais por atacado, então temos que vender para fora. O movimento está parado por causa da chuva. O povo também anda sem dinheiro. Há dias em que eu não vendo nada”, conta.

O rapaz comercializa tapetes, mantas, toalha de mesa e rede de R$10 a R$25, 00, cada peça.

“Hoje me sinto mais araranguaense do que paraibano”
Um outro ambulante da Paraíba, Luziver Bezerra de Araújo,  sai por 90 dias e depois volta para casa para matar a saudade da família. Há dez anos, o nordestino viaja para realizar vendas e só tem elogios ao povo de Araranguá.

“É um lugar onde me adaptei bem e hoje me sinto mais araranguase do que paraibano. E os moradores são hospitaleiros. É um local onde surgem empregos devido à agricultura; não dá para reclamar”, ressalta.
Araújo vende chapéus fabricados na Bahia e óculos de sol, carteiras e outras mercadorias. Dependendo da época, consegue ganhar entre R$10 e R$50 por dia.

Dificuldade de concessão do alvará
No entanto, os ambulantes do centro de Araranguá dificilmente ganham alvará para comercializar produtos, porque se fixam em um lugar e concorrem com as lojas na disputa por clientes. A ausência de pagamento de imposto é um dos motivos de negação da licença.

Segundo o fiscal de tributo Paulo Pacheco, as pessoas que conseguem a autorização geralmente pretendem fazer comercialização ou abrir um estabelecimento nas localidades de Morro dos Conventos e Barra Velha.

“Conforme a viabilidade da proposta e da data do pedido é concedida o alvará até o carnaval. Em média de dez pessoas recebem a autorização e só de Araranguá. Os ambulantes dificilmente conseguem”, explica.
 Matéria publicada no Portal Satc.

Número de vagas ofertadas em concursos públicos tende a aumentar

Foto: WEB

Substituição de profissionais que já estão se aposentando cria necessidade de abertura de editais para suprir vagas em instituições e órgãos.

Por Vanessa Irizaga


A quantidade de vagas oferecidas em editais para concursos públicos deve aumentar e não reduzir, ao contrário do que muitas pessoas pensam devido às notícias de reavaliação de concursos como para o Senado.

Segundo o coordenador do Gabarito Curso Preparatório de Criciúma, Eliel Balonecker, haverá um número maior de vagas e não o cancelamento.

“Não haverá o cancelamento, mas as pessoas que estavam com expectativa em relação à prova acabam ficando apavoradas com as informações que acabam recebendo. O pessoal deve continuar estudando”, frisa.

Eliel acrescenta ao fato realizações de grande porte como a Copa e as Olimpíadas, que reforçam a perspectiva. “Haverá uma necessidade natural de profissionais”.

Vagas da região preenchidas por trabalhadores de outros estados
O coordenador destaca que as pessoas devem estar preparadas. “Mais de 80% das vagas em concursos para a região de Criciúma são preenchidas por pessoas de outros estados devido à falta de conhecimento e informação obtida com a mídia”, ressalta.

No Gabarito Concursos, há cursos destinados às provas dos Correios, Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), Português e Matemática, Exercícios e Área Militar.

Neste setor muitas pessoas que estudaram no local conseguiram passar em concursos, inclusive para O 28º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC).

Confira os concursos que devem sair este ano ou editais que abrirão ao longo de 2011. (Informações do site http://www.gabaritocursos.com.br/). Matéria na íntegra publicada no Portal Satc.

domingo, 20 de março de 2011

Vicentinos: o ideal da caridade praticado diariamente

Cartas ao Papai Noel são adotadas, muitas vezes, pelos Vicentinos
 
Fotos: Vanessa Irizaga


 

Congregação em Araranguá realiza ações que beneficiam famílias de baixo poder aquisitivo, levando mantimentos e oportunidades para população.


Por Vanessa Irizaga


A Ordem dos Vicentinos no município é formada por cerca de dez pessoas que realizam ações como doação de roupas e alimentos, sopão e distribuição de brinquedos em prol da comunidade carente.

Segundo o membro da irmandade Vaner Luiz Batista, conhecido como seu Vaninho, o objetivo da ordem, presente na cidade desde 1980, é fazer caridade 24 horas por dia.

“O trabalho não visa a religião e não importa qual a fé que a pessoa segue. Ninguém ganha em cima da caridade e não visa interesses próprios: o dinheiro recebido para doações vai direto para os pobres”, ressalta.

Trabalho realizado por meio de doações
Seu Vaninho conta que não tem vergonha de pedir no comércio mantimentos para doar a pessoas. Na Pároquia da Sagrada Família, um grupo de senhoras prepara quatro caldeirões de sopa, mas precisam de alimentos como galinha e verduras.

A Ordem já arrecadou dinheiro e comprou mais de 200 edredons para a população carente. Na Igreja Apostolado da Oração, os fieis doam um quilo de alimento não-perecível na 1º sexta-feira de cada mês.

Quando sobram mantimentos, os objetos são levados a locais como o albergue. E na falta de doações ou verba, Vaner compra com o próprio dinheiro alimentos ou vestuário. “Meu objetivo é não deixar a caridade morrer”, explica.

Para receber a cesta básica, a pessoa precisa comprovar que possui baixa renda e recebe uma visita ao domicílio. Quando aparece uma oportunidade de emprego para aquele cidadão, Batista avisa. Cerca de cinco famílias fixas são ajudadas por mês. Matéria publicada no Portal Satc.

Mãos que dão o brilho ao carnaval

 
Fotos: Vanessa Irizaga


Costureira faz as vestimentas da Escola Navegantes há dois anos e traz o amor e dedicação do Carnaval do Rio Grande do Sul.

Por Vanessa Irizaga

O desfile de uma escola de samba só é possível pelo trabalho de equipe e uma preparação antecipada. Cada função é importante para que a chegada na avenida seja bonita e encha os olhos do público.

A costureira carnavalesca Teresinha Ribeiro da Silva, sabe bem como é trabalhar para a folia. Há dois anos, Preta, como também é conhecida na comunidade, costura as fantasias de Carnaval para a Navegantes e tem adoração pela festa.

“Comecei a trabalhar no meio do ano passado e eu fico costurando até o último minuto para o pessoal sair na avenida. Agora, eu mesma não tenho coragem de sair, não!”, conta.

O amor pelo carnaval começou no Rio Grande do Sul, quando Teresinha participava da Escola Unidos do Capão. “Eu acho que é um orgulho, porque a gente vê alguém desfilando com a roupa que nós fizemos. Costuro para homem e mulher. Para a escola, eu trabalho com o coração”, destaca.

A senhora, além de costurar, também é cozinheira. Matéria publicada no Portal Satc.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Emoção e orgulho em participar da folia

Foliã pula o carnaval há três anos com bloco reunindo amigos no Arroio do Silva. A sensação de estar pisando na avenida motivou a entrada para escola de samba.

FOTOS: Vanessa Irizaga

Gilsane


Por Vanessa Irizaga



A professora universitária Gilsane Beretta, não aguentou ficar só na platéia da Avenida Getúlio Vargas, local dos desfiles. A docente, natural de Nova Veneza, transferiu-se para o município para morar mais perto do trabalho e sempre gostou de assistir ao desfile.

“A gente participava só observando o carnaval e a alegria começou a motivar e deu vontade de participar. Fomos – ela e o marido – convidados a fazer parte da ala. A empolgação de desfilar não tem comparação, não consigo descrever a emoção: é como se pegasse a alegria do povo, sentisse”, revela.

O bloco assim como o enredo aborda a Arrancada de Caminhões. O grupo reúne amigos e alguns professores e alunos do curso de psicologia de uma faculdade do sul de Santa Catarina. O nome do bloco é Esucrinando.